Dengue: Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacinação

A medida vale para imunizações pelo SUS e apenas no caso de vacinas conta a dengue que estiverem próximas do vencimento

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Em meio ao número recorde de casos da doença no Brasil, a Câmara Técnica de Imunizações do Ministério da Saúde decidiu liberar a ampliação das faixas etárias para a vacina da dengue. A medida vale para imunizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e apenas no caso de imunizantes que estiverem próximos do vencimento.

Vacinação contra a dengue

Com a mudança, as vacinas com validade até 30 de abril poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos de idade. Os critérios para a aplicação serão definidos pelos próprios municípios.

O Ministério da Saúde reforça que seja priorizada a faixa etária de 10 a 14 anos, público para os quais já estavam liberadas as doses desde o início de março. Apesar disso, a baixa adesão fez com que as vacinas estocadas nos municípios se aproximassem da validade.

Nos casos de imunizantes que não tenham vencimento em 30 de abril, a vacinação continua liberada apenas para o público-alvo da campanha: crianças de 10 a 14 anos. Lembrando que a imunização acontece com doses da Qdenga.

Ainda de acordo com a pasta, não é possível quantificar as doses disponíveis com esta data de validade, uma vez que já foram distribuídas e as aplicações não são informadas imediatamente ao Ministério da Saúde. Os dados podem demorar dias ou semanas para serem repassados para o sistema federal. As informações são do G1.

Mosquito Aedes aegypti

Recorde de casos

  • Segundo o mais recente balanço divulgado pelo painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, em apenas quatro meses neste ano, o Brasil já quase dobrou o total de casos da doença registrados em 2023.
  • São mais de três milhões de diagnósticos (3.310.484) e 1.457 mortes confirmadas desde o início do ano.
  • Outros 1.929 óbitos estão em investigação.
  • Em todo o ano de 2023 foram contabilizados 1,6 milhão de casos de dengue.
  • De acordo com o Ministério da Saúde, nove unidades federativas estão com tendência de queda no número de infecções, são elas: Acre, Roraima, Amazonas, Tocantins, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal;
  • Outros 13 estados apresentam tendência de estabilidade: Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo;
  • Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe seguem com tendência de alta.