CPI da Covid ouve médica que foi demitida 10 dias após assumir cargo na pandemia

A CPI da Covid, que apura ações e omissões do Poder Executivo durante a pandemia, ouve nesta quarta-feira (2/6) a infectologista Luana Araújo. A médica, que foi anunciada, em 12 de maio, pelo ministro Marcelo Queiroga (Saúde) como titular da recém-criada Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, teve sua nomeação cancelada apenas dez dias depois.

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O motivo da saída da médica não foi explicado por Queiroga nem pelo Ministério da Saúde, que informou apenas que buscaria “outro nome com perfil profissional semelhante: técnico e baseado em evidências científicas”.

Reportagem do jornal O Globo, porém, mostrava que Araújo havia se manifestado em suas redes sociais contra o uso da cloroquina e de outros remédios que o governo chegou a promover ativamente como “tratamento precoce”, apesar de as evidências científicas apontarem que esses medicamentos não têm eficácia contra a covid-19 – e podem, ao contrário, trazer efeitos colaterais graves e gerar uma falsa sensação de proteção.

A convocação de Luana Araújo à CPI visa esclarecer as circunstâncias em torno do cancelamento de sua nomeação.