Estudo de DNA determina quem foi Jack, o Estripador

Os pesquisadores Jari Louhelainen e David Miller realizaram testes genéticos em um xale de seda manchado de sangue e sêmen e, pela primeira vez, a evidência foi publicada em um periódico revisado por especialistas

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Uma investigação forense publicada no Journal of Forensic Sciences identificou o famoso assassino Jack, o Estripador como Aaron Kosminski, um barbeiro polonês de 23 anos e principal suspeito na época. Kosminski foi apontado como suspeito há mais de 100 anos, mas esta foi a primeira vez que a evidência de DNA foi publicada em um periódico revisado por especialistas – mas já vinha sendo anunciado como a prova do crime por Russell Edwards, desde 2007.

Acredita-se que Jack, o Estripador tenha matado pelo menos cinco mulheres no distrito de Whitechapel, em Londres, entre agosto e novembro de 1888. Os pesquisadores Jari Louhelainen e David Miller realizaram testes genéticos em um xale de seda manchado de sangue e sêmen que os investigadores dizem ter sido achado ao lado do corpo da quarta vítima do assassino, Catherine Eddowes, informou a Science.

O xale foi comprado em um leilão em 2007 por Russell Edwards, empresário britânico, pesquisador dessa figura emblemática da época e autointitulado “policial detetive”. Ele publicou em 2014 o livro “Naming Jack the Ripper” (algo como, “dando nome a Jack, o Estripador), onde declara Aaron Kosminski como culpado. Edwards deu o xale a Louhelainen para que o estudo de DNA pudesse ser feito, segundo publicado na época pelo The Guardian.

Imagens do xale usado no estudo de DNA, divulgadas na publicação do Journal of Forensic Sciences

“Eu tenho a única peça de prova forense em toda a história do caso”, disse ele ao jornal em 2014. “Passei 14 anos trabalhando nisso e resolvemos definitivamente o mistério de quem Jack, o Estripador era.” Isso causa insatisfação de outros especialistas no caso que levantam a dúvida se o xale não pode ter sido contaminado ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam fragmentos de DNA mitocondrial a amostras de parentes vivos da vítima e do principal suspeito e descobriram que combinavam com os do parente de Kosminski. O estudo também inclui uma análise da aparência do assassino, que sugere que o assassino tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, coincidindo com a única declaração de testemunha confiável, de acordo com a Science.