Porto Velho inicia vacinação de dose única contra o HPV

Novo esquema vacinal foi anunciado pelo Ministério da Saúde para pessoas de 9 a 14 anos e resgate de adolescentes de 15 a 19 anos não vacinados

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A vacina contra o HPV passou a ser ofertada em dose única para pessoas de 9 a 14 anos. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda a estratégia de resgate de adolescentes entre 15 a 19 anos não vacinados. Em Porto Velho, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), começou a aplicar o imunizante para esse público.

A vacina está disponível nas unidades de saúde do município, das 8h às 18h. Para se vacinar, a criança ou adolescente deve estar acompanhada dos pais, ou responsáveis. É necessária a apresentação do cartão do SUS ou CPF da pessoa que será imunizada.

Confira neste link quais os endereços das unidades e horários.

A vacina contra o HPV é oferecida, também, nas escolas municipais e estaduais de Porto Velho, através do Programa de Saúde na Escola. Nesse caso, as equipes das unidades de saúde são responsáveis por elaborar o cronograma e fazer a aplicação desse imunizante.

Pietra Vitória foi uma das crianças vacinadas contra o HPV

Na última segunda-feira (8), a Semusa realizou a abertura da vacinação, com dose única, contra o HPV. A atividade aconteceu na Escola Municipal Manoel Aparício Nunes de Almeida, localizada na zona Sul.

Segundo a diretora, Maria de Fátima, a ação é importante para toda a comunidade escolar, porque “os alunos vacinados garantem uma proteção maior para todos. A vacinação é uma medida importante e necessária. Essas estratégias do Programa de Saúde na Escola acontecem de forma rotineira aqui na escola e isso é bom porque garante proteção para os alunos, para os seus pais e para toda a comunidade da região”.

Aos 9 anos, Pietra Vitória foi uma das crianças vacinadas contra o HPV. Acompanhando a filha, a mãe, Melinda Soares, contou a importância da vacinação. “Hoje em dia os jovens estão evoluindo muito, então acho muito necessário que eles evoluam com segurança. Essa ação nas escolas é de grande valor, porque facilita o acesso dos imunizantes às crianças e até mesmo conscientiza os pais a vacinarem seus filhos”, analisou Melinda.

Secretária-adjunta da Semusa, Marilene Penati destaca que a vacinação contra o HPV é a forma mais segura de reduzir os casos de câncer.

Vacinação contra o HPV é a forma mais segura de reduzir os casos de câncer

“A determinação de vacinar crianças nessa faixa etária é muito importante, pois elas estão sendo imunizadas antes do início da atividade sexual. O HPV atinge tanto homens quanto mulheres e ele evolui nos dois sexos. Agora com aplicação da vacina em dose única, queremos ampliar o número de pessoas imunizadas e ofertar uma saúde de qualidade para todos, essa é a nossa missão”, destacou Penatti.

Quem terá acesso à dose única?

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde, a vacina está disponível para pessoas que tenham entre 9 e 14 anos e também para o grupo prioritário, que inclui pessoas imunocomprometidas, vítimas de violência sexual e outras condições específicas, conforme disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), podendo receber a vacina até os 45 anos.

Ainda conforme o MS, os estados e municípios deverão realizar busca ativa para garantir que jovens de até 19 anos tenham acesso à vacina contra o HPV. Nesses casos, poderão receber o esquema em dose única todas as pessoas dentro dessa faixa etária que não receberam uma ou duas doses do imunizante no período recomendado.

A vacina contra o HPV é oferecida nas escolas municipais e estaduais de Porto Velho

A mudança no esquema vacinal contra o HPV tem o objetivo de alcançar um número maior de pessoas imunizadas e também elevar os indicadores, que estão abaixo do recomendado.

VÍRUS

Segundo o Ministério da Saúde, a importância da infecção pelo papiloma vírus (HPV) como problema de saúde pública em todo o mundo se dá pela sua elevada frequência e associação com vários tipos de neoplasias como câncer de colo de útero, pênis, vulva, canal anal e boca e em orofaringe.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer, sendo responsável por cerca de 17.000 novos casos e quase 7.000 óbitos por ano.

Além disso, a Região Norte é a área de menor cobertura vacinal e com maior mortalidade por câncer de colo do útero. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), no plano de eliminação desse tipo de câncer, o Norte deverá ser o último do país a conseguir alcançar esse objetivo.