Dia Nacional de Combate à Tuberculose reforça a importância de medidas preventivas contra a doença

Diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede municipal de saúde

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A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, que afeta principalmente os pulmões, podendo também acometer uma série de outros órgãos, como é o caso dos ossos, rins, sistema nervoso, linfonodos e intestinais. No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, lembrado em 17 de novembro, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), destaca a importância de conscientizar sobre as medidas preventivas e reforça que a doença é evitável e tem cura.

As estratégias de prevenção e combate à tuberculose incluem a identificação de novos casos, tratamento de casos ativos e a prevenção por meio da vacinação e diagnóstico precoce, medidas que objetivam reduzir a disseminação da doença e promover a qualidade de vida da população.

A coordenadora municipal de vigilância e controle da tuberculose, Nilda de Oliveira, explica que a doença pode ser evitada e tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A tuberculose tem cura e tratamento. Para a pessoa que apresenta sintomas da doença, é fundamental procurar uma unidade de saúde para uma avaliação. Caso diagnosticada, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo corretamente até o final. É muito importante sensibilizar, tanto a comunidade como os profissionais de saúde, sobre os métodos de cuidados e a importância de tratamentos eficazes”, frisa a coordenadora.

A doença tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde

Para conscientizar e aperfeiçoar as técnicas de combate à tuberculose na rede municipal, a coordenação municipal de controle da tuberculose realiza, nesta sexta-feira (17), um treinamento para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que reforça a importância do tratamento e controle da tuberculose. O evento acontece às 14h no Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero).

SINTOMAS

Entre os principais sintomas associados à tuberculose estão: tosse seca contínua ou com catarro por mais de quatro semanas, podendo apresentar pus ou sangue, cansaço anormal, febre baixa, geralmente, à tarde, suor excessivo durante a noite, falta de apetite, palidez, perda de peso e fraqueza no corpo.

Dificuldade de respirar, perda significativa de sangue e acúmulo de pus no pulmão são sintomas em casos graves da doença.

TRANSMISSÃO

A transmissão da tuberculose acontece por via respiratória, através de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa diagnosticada com tuberculose ativa, isso é sem tratamento.

A tuberculose não se transmite por objetos compartilhados como: roupas, lençóis, copos e talheres. Os bacilos (microrganismos ou bactérias) que se depositam nesses instrumentos, dificilmente se dispersam em aerossóis (pequenas partículas suspensas no ar) e, por isso, não têm papel importante na transmissão da doença. Quando iniciado o tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente, e em geral, após 15 dias, o risco de transmissão da doença é reduzido.

A vacina BCG é a melhor forma de prevenção da doença

VACINAÇÃO

A melhor forma de se prevenir contra a tuberculose é por meio da vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin). O esquema de vacinação é em dose única e destinada às crianças nas primeiras horas de vida, geralmente ainda na maternidade.

Em casos de crianças nascidas com peso inferior a 2 Kg, a vacinação é adiada até que atinjam este peso ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias de idade.

TRATAMENTO

Qualquer pessoa que apresente sinais e sintomas de tuberculose pode buscar por uma unidade de saúde e realizar a avaliação, diagnóstico e tratamento. Para uma cura efetiva é preciso realizar o tratamento por um período mínimo de seis meses, diariamente e sem interrupção, mesmo com o desaparecimento dos sintomas. O tratamento da tuberculose é gratuito e está disponível em todas unidades de saúde de Porto Velho.

DADOS

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), a tuberculose é responsável por mais de um milhão de óbitos por ano. Foram cerca de 78 mil casos registrados no Brasil, no ano de 2022.

Em Porto Velho, foram notificados 467 casos em 2022. Já em 2023, de janeiro até outubro, este número reduziu para 379 novos casos.