Fifa vê excesso de jogos nas Eliminatórias da América do Sul

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A cúpula da Fifa esteve em Assunção e no Brasil para uma viagem em que obteve apoio da Conmebol para sua reeleição. Publicamente, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que o continente merece 6,5 vagas na Copa do Mundo. Nos bastidores, dirigentes da Fifa mencionaram um excesso de jogos nas Eliminatórias Sul-Americanas ao Mundial. 

Recentemente, a Conmebol aprovou a manutenção do formato de classificação para a Copa, com sistema de todos contra todos. Com isso, as seleções continuam a disputar 18 jogos.

A CBF era contra o formato e apresentou um modelo alternativo com menos partidas. A diretoria da Conmebol também mostrou intenção de modificar a fórmula. Mas a maioria das federações quis manter o sistema porque o atual modelo tem mais jogos para vender a televisões. Assim, todos votaram por unanimidade a favor. 

A visão da Fifa é de que não há outro continente onde se jogue tanto para chegar às vagas da Copa. Houve uma comparação com o que ocorre na Europa. No Velho Continente, os grupos de Eliminatórias têm oito partidas. Depois, há mais partidas para repescagem.

Apesar de ver excesso de jogos, a Fifa já demonstrou que não interfere na aprovação do sistema de Eliminatórias de cada continente. Cabe a cada um definir a sua fórmula. 

O excesso de jogos das Eliminatórias Sul-Americanas tem impacto no calendário brasileiro. A CBF tem mais dificuldade de encaixe de partidas da seleção com paralisação do Brasileiro e da Copa do Brasil. Assim, aumentam as chances de desfalques aos times em jogos do time brasileiro.

Em entrevista ao Globo Esporte, em novembro de 2021, Infantino já tinha manifestado desconforto com o fato de as competições brasileiras não pararem nos períodos de data Fifa. E defendeu menos e mais significativas partidas.