Igarapé do Parque Jardim das Mangueiras já tem melhorias na qualidade da água

Prefeitura trabalha com recuperação de nascentes em Porto Velho

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O projeto-piloto de recuperação do igarapé do Parque Jardim das Mangueiras já tem resultados promissores. Após cerca de 70 dias de trabalho da Prefeitura de Porto Velho, um exame feito na água do córrego já aponta melhorias na qualidade da água.

“Há 20 dias fizemos o laudo hídrico do igarapé e o mesmo detectou uma diminuição em 65% da demanda de esgoto in natura na água. Isso torna o igarapé balneável e dá vida à ictiofauna”, revela Júnior Cavalcanti, secretário adjunto municipal de Meio Ambiente (Sema).

Somado a isso, a Prefeitura também já tomou providências sobre o deságue de esgotos de quatro empreendimentos da região, notificando e multando os responsáveis e encaminhando todos os processos para a Delegacia de Crimes Ambientais e para o Ministério Público.

“Devido à chuva da última semana, resíduos acabaram despejados no igarapé, prejudicando a qualidade do serviço já realizado. O corpo hídrico não teve o poder de tempo de depuração e, infelizmente, algumas unidades de peixes do igarapé morreram, mas tudo que é de competência do município já estamos fazendo para resolver esse problema”, pontuou o secretário adjunto.

Laudo hídrico aponta diminuição da demanda de esgoto in natura no córrego

SERVIÇO

Sem ônus para os cofres públicos, a Prefeitura utilizou pedras do próprio parque para a construção do modal. A contenção serve para proteção das nascentes. Outros aparatos, como uma espécie de grade de ferro colocada para conter eventuais sujeiras, foram reaproveitados.

Ainda segundo o adjunto, a mão de obra para o trabalho também é composta por servidores e técnicos da Sema e reeducandos do sistema prisional, através de convênio com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Além das três nascentes já identificadas logo no começo do serviço, outras nove nascentes foram encontradas na margem esquerda do igarapé. Agora, como o trabalho está adiantado, as equipes já realizam a identificação botânica e do corpo hídrico da nascente do Botinha, localizado entre as avenidas Sete de Setembro com José Vieira Caúla.