ENEM | Dos 3,1 milhões de inscritos, 26% não fizeram a primeira prova, afirma MEC

Milton Ribeiro destacou que percentual de abstenção foi próximo ao de anos anteriores e que Exame ocorreu sem intercorrências significativas

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou durante entrevista coletiva à imprensa na noite deste domingo (21) que considera o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) um sucesso. O ministro destacou o percentual de abstenção que estaria semelhante às outras edições do Exame.

Primeiro o ministro falou em 24,5% de abstenção, corrigido depois pelo presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Danilo Dupas, para 26% (74% de presença). “Acredito que o Enem foi um sucesso, tivemos apenas 24,5% de abstenção, isso é um número significativo.”

Segundo Ribeiro, o menor número de inscritos em relação aos anos anteriores não é o dado mais importante, mas sim, o percentual de presença. “Um número muito próximo ao último Enem [antes da pandemia]. Mostrando que o mais importante não é o número de inscritos, mas quem vai fazer a prova”, afirmou.

“Embora tivemos número muito menor de inscritos, alguns alegando [falta de] segurança, o MEC nunca vai se furtar a dar todas as condições para que o retorno das aulas fosse possível. Pelo contrário, fiz pronunciamento em rede nacional pedindo o retorno às aulas”.

O ministro ainda comentou sobre a frase do presidente Jair Bolsonaro, quando disse que o Exame teria “a cara do governo”. “Não houve qualquer interferência. Reafirmo que tem mesmo a cara do governo, seriedade, transparência, assuntos de cunho acadêmico, sem desvios de recursos, sem vazamentos, essa é a cara do nosso governo, seriedade e profissionalismo.”

Ribeiro seguiu dizendo que “jamais iria permitir, e desafio qualquer um a dizer, que entrei ou tive interferência na montagem da prova. Quando vejo parlamentares entrarem com ações, como entraram, para impedir a realização do Enem, eu fico cada vez mais indignado com essas pessoas que não têm o mínimo de consideração com milhões de alunos que se prepararam.”

Segundo ele, não houve e não haverá interferência na montagem da prova por parte de qualquer governo, e que “toda a narrativa dos meios de comunicação e da oposição, de uma possível interferência na prova, não tinha cabimento”.

“Tivemos um Enem seguro, nenhuma intercorrência significativa”.

Comentando sobre questões presentes no Exame que não agradariam o governo – segundo Ribeiro, prova de que não houve interferências do governo – o ministro comentou apenas que “tem algumas questões que tocam alguns temas que, em uma visão mais conservadora, são mais caros ao nosso governo. Isso mostra de uma maneira muito direta a seriedade que esse governo trata o Enem e trata a educação.”

Redação

Uma das partes mais importantes do Exame, a redação deste ano teve como tema “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”. Segundo o ministro, teve um caráter muito mais social e uma pauta que “a esquerda se diz protetora”. “Nós tocando no assunto, de uma maneira muito direta. Foi o nosso governo que descobriu a existência dos invisíveis. Descobrimos agora quando pessoas puderam acessar o Auxílio [emergencial] que distribuímos ano passado.”