Canetas emagrecedoras apreendidas durante investigação da Polícia Federal sobre venda ilegal de medicamentos sem registro na Anvisa.
Canetas emagrecedoras apreendidas pela Polícia Federal em investigação que apura a venda ilegal de medicamentos sem autorização sanitária.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para combater a venda ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento, comercializados pela internet e redes sociais sem autorização dos órgãos sanitários. O principal alvo da investigação é uma estudante de medicina, suspeita de atuar na distribuição irregular das chamadas “canetas emagrecedoras”.

A ação, batizada de Operação Esculápio, cumpriu mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. A medida foi autorizada pela Justiça Federal, após indícios de crimes relacionados à importação, armazenamento e comercialização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Venda ilegal pela internet e redes sociais

Segundo as investigações, a apuração teve início após denúncia anônima apontar a oferta de medicamentos de uso controlado, importados de forma irregular e anunciados principalmente em ambientes virtuais. A suspeita utilizaria sua condição de estudante da área da saúde para conferir aparência de credibilidade à venda dos produtos.

Entre os medicamentos comercializados estariam substâncias originalmente indicadas para o tratamento de diabetes tipo 2, que passaram a ser utilizadas de forma irregular para fins estéticos e perda rápida de peso, sem acompanhamento médico.

Durante as diligências, os agentes apreenderam canetas aplicadoras, caixas de medicamentos e outros materiais que reforçam a suspeita de atuação clandestina no comércio desses produtos.

Riscos à saúde e alerta das autoridades

A Polícia Federal alertou que a compra de medicamentos por meios informais representa grave risco à saúde pública. Produtos vendidos fora dos canais oficiais podem ser falsificados, adulterados, transportados sem refrigeração adequada ou conter substâncias nocivas ao organismo.

Além disso, o uso indiscriminado desse tipo de medicamento, sem avaliação médica, pode provocar efeitos colaterais severos, como alterações cardíacas, problemas gastrointestinais, episódios de hipoglicemia e, em casos mais graves, risco de morte.

As autoridades reforçam que medicamentos de uso controlado só devem ser adquiridos com prescrição médica e em estabelecimentos devidamente autorizados.

Crime pode render até 15 anos de prisão

De acordo com a Polícia Federal, há indícios suficientes da prática de crimes relacionados à importação e comercialização de medicamentos sem autorização do órgão sanitário competente. A legislação prevê pena que pode chegar a 15 anos de reclusão, a depender do enquadramento jurídico das condutas investigadas.

As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e dimensionar a extensão da rede de comercialização ilegal.