As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Infartos, arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão grave raramente surgem de forma repentina. Na maioria das vezes, o corpo emite sinais de alerta dias, semanas ou até meses antes de um evento mais grave.
O problema é que muitos desses sintomas são confundidos com estresse, rotina intensa ou cansaço comum e acabam sendo ignorados. Reconhecer esses alertas precocemente pode fazer a diferença entre um tratamento simples e uma emergência médica.
Sinais que exigem investigação imediata
Especialistas alertam que sintomas cardíacos podem surgir de forma discreta e progressiva. Entre os principais sinais que merecem atenção estão:
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Falta de ar, principalmente ao subir escadas, caminhar pequenas distâncias ou ao se deitar;
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Cansaço excessivo, mesmo após esforços leves do dia a dia;
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Palpitações, sensação de batimentos acelerados, irregulares ou muito fortes;
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Dor ou pressão no peito, ainda que leve ou passageira;
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Tonturas ou desmaios, que podem estar associados a alterações no ritmo cardíaco;
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Inchaço nas pernas e tornozelos, sinal de que o coração pode não estar bombeando sangue adequadamente;
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Suor frio, náuseas ou mal-estar súbito, comuns em quadros cardíacos agudos;
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Alterações no sono, como acordar com falta de ar ou sensação de sufocamento.
Esses sintomas não devem ser normalizados. Caso persistam por dias ou semanas, a orientação é buscar avaliação médica especializada.
Por que esses sinais são tão importantes
O coração é um órgão silencioso. Ele pode se sobrecarregar por longos períodos antes de apresentar sintomas mais graves. Falta de ar e cansaço sem causa aparente podem ser sinais iniciais de insuficiência cardíaca. Já as palpitações podem indicar arritmias, que aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC) quando não tratadas.
A dor no peito, mesmo quando não é intensa, pode estar relacionada à obstrução das artérias coronárias, condição que pode evoluir para infarto se não houver intervenção adequada.
Atenção redobrada para grupos de risco
Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, sobrepeso, histórico familiar de doenças cardíacas ou que fazem uso de tabaco devem redobrar a atenção. Nesses casos, qualquer sintoma deve ser investigado com mais rapidez.
A importância de agir cedo
A boa notícia é que a maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida. Mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico regular e exames preventivos são fundamentais para reduzir riscos.
Prática de atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade e controle do estresse estão entre os principais pilares para manter a saúde do coração em dia.
O coração costuma avisar antes de um colapso. Aprender a ouvir esses sinais, buscar ajuda médica e adotar hábitos saudáveis são atitudes que podem garantir mais anos de vida com qualidade, autonomia e bem-estar.




