Mosquito transmite verme do coração que causa dirofilariose em cães e gatos
Mosquitos transmitem o verme do coração, doença silenciosa que pode ser fatal para cães e gatos.

Transmitida pela picada de mosquitos comuns em áreas urbanas e litorâneas, a dirofilariose — conhecida popularmente como doença do verme do coração — representa uma ameaça grave à saúde de cães e gatos. Silenciosa nas fases iniciais, a enfermidade pode evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis ao coração e aos pulmões dos pets.

De acordo com médicos-veterinários, o problema costuma passar despercebido no início, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta os riscos de complicações severas, incluindo insuficiência cardíaca e morte súbita.

O que é a dirofilariose

A dirofilariose é uma doença parasitária causada pelo verme Dirofilaria immitis. O parasita se instala principalmente no coração e nos vasos pulmonares dos animais, comprometendo o funcionamento do sistema cardiovascular.

A transmissão ocorre exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, como espécies dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. A doença não é transmitida diretamente de um animal para outro — o mosquito é sempre o intermediário.

Como acontece a transmissão

O ciclo da dirofilariose começa quando um mosquito pica um animal infectado e ingere microfilárias presentes no sangue. Dentro do inseto, essas larvas se desenvolvem e, em uma nova picada, são transmitidas para um pet saudável.

Após entrarem no organismo do animal, as larvas migram pela corrente sanguínea até se alojarem no coração e nas artérias pulmonares, onde atingem a fase adulta em cerca de seis meses. Os vermes podem chegar a até 30 centímetros de comprimento.

Impacto direto no coração

A presença dos parasitas provoca obstrução do fluxo sanguíneo e sobrecarga do coração. Com isso, o órgão passa a trabalhar com esforço excessivo, o que pode levar à insuficiência cardíaca.

Além disso, os vermes causam inflamação intensa nas artérias pulmonares, elevando a pressão nos pulmões. Em gatos, mesmo a presença de poucos parasitas pode desencadear reações graves e fatais, devido à sensibilidade do sistema respiratório felino.

Sinais clínicos exigem atenção

Nos cães, a fase inicial da doença costuma ser assintomática. Com a progressão, surgem sinais como tosse persistente, cansaço fácil, perda de peso e apatia. Em quadros mais graves, o animal pode apresentar dificuldade respiratória, desmaios e acúmulo de líquido no abdômen.

Nos gatos, os sinais são mais sutis ou surgem de forma repentina. Vômitos, crises respiratórias semelhantes à asma, letargia intensa e até morte súbita estão entre os possíveis sintomas.

Diagnóstico precoce salva vidas

O diagnóstico da dirofilariose envolve avaliação clínica, exames de sangue específicos e exames de imagem, como raio-X e ecocardiograma. A identificação precoce da doença é decisiva para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Quanto mais avançada a infecção, maiores são os danos ao coração e mais complexo e perigoso se torna o tratamento, alertam especialistas.

Prevenção é a principal estratégia

O uso contínuo de medicamentos preventivos prescritos por médico-veterinário é a forma mais eficaz de proteção contra a dirofilariose. A testagem anual, o controle de mosquitos e cuidados redobrados em viagens para regiões quentes ou litorâneas também fazem parte do protocolo de prevenção.

Embora exista tratamento, profissionais reforçam que prevenir ainda é o caminho mais seguro para garantir uma vida longa e saudável aos pets.