
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão atende a um pedido formal da corporação e mantém o inquérito sob sigilo judicial.
Relator do caso no STF, Toffoli avaliou que a Polícia Federal apresentou justificativas suficientes para a ampliação do prazo. Segundo o ministro, a complexidade das apurações exige mais tempo para a conclusão das diligências em andamento.
No despacho, Toffoli afirmou que o volume de informações coletadas demanda análises técnicas detalhadas. Por isso, o magistrado considerou necessária a extensão do prazo para garantir a correta apuração dos fatos.
PGR assume custódia do material apreendido
Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. Inicialmente, o STF manteria os itens lacrados sob sua guarda. Contudo, após nova avaliação, Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) assuma a custódia do material.
Além disso, o ministro autorizou o acesso de quatro peritos aos equipamentos. Esses profissionais acompanharão a extração de dados e a realização das perícias, consideradas etapas essenciais para o avanço da investigação.
Operação incluiu buscas e prisão temporária
A operação da Polícia Federal resultou em novas buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Durante a ação, a Justiça decretou a prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
Além dele, a investigação envolve o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. A Polícia Federal apura a existência de um suposto esquema de fraudes na instituição financeira.
De acordo com os investigadores, o pedido de prorrogação se tornou necessário porque surgiram novos indícios de ilícitos. As autoridades também identificaram a necessidade de ampliar o escopo das diligências realizadas até o momento.
Novo prazo busca garantir conclusão do inquérito
Com a decisão do STF, a Polícia Federal terá mais dois meses para aprofundar as investigações, consolidar provas e concluir os laudos técnicos. Ao final do prazo, a corporação deverá encaminhar o relatório conclusivo às autoridades responsáveis.
O caso segue sob acompanhamento direto do Supremo Tribunal Federal e permanece em sigilo, enquanto as apurações avançam.
Fonte: Metrópoles



