Banco Central recorre de inspeção no caso Master e pede decisão colegiada no TCU
Banco Central questiona inspeção autorizada pelo TCU no caso Master

O Banco Central recorreu da decisão que autorizou uma inspeção em documentos ligados ao caso Master dentro da própria autarquia. Por isso, o órgão pediu ao Tribunal de Contas da União uma análise colegiada do tema.

A autoridade monetária quer afastar a condução exclusiva do relator e levar o caso à Primeira Câmara do TCU. Segundo o BC, a medida garante segurança jurídica e respeita o rito institucional.

BC contesta decisão individual no TCU

O recurso questiona a liminar concedida pelo ministro Jhonatan de Jesus. De acordo com o Banco Central, a decisão não indicou aprovação formal da Primeira Câmara para autorizar a inspeção.

Por essa razão, o BC apresentou embargos de declaração. O objetivo é esclarecer a ausência de deliberação colegiada e submeter o tema ao conjunto dos ministros.

Autarquia defende análise pela Primeira Câmara

Além disso, o Banco Central sustenta que inspeções desse tipo exigem decisão expressa do colegiado. O órgão argumenta que o caso envolve documentos sensíveis e atos de supervisão bancária.

Dessa forma, a autarquia busca preservar sua autonomia técnica. Também tenta evitar precedentes que fragilizem a atuação regulatória.

Bastidores indicam falta de maioria ao relator

A Primeira Câmara do TCU reúne seis ministros e é presidida por Walton Alencar Rodrigues. Nos bastidores, integrantes do BC avaliam que o relator não teria apoio majoritário para decisões mais duras.

Por isso, o Banco Central aposta no julgamento colegiado como estratégia institucional. A avaliação interna aponta maior equilíbrio nesse formato.

Caso Master avança em outras frentes

Enquanto isso, o caso Master segue sob análise em outros órgãos. O Banco Central vê pressão política para tentar reverter a liquidação da instituição financeira.

Ao mesmo tempo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, conduz uma investigação relacionada ao episódio. Esse cenário aumenta a tensão no sistema financeiro.

BC reforça defesa da autonomia técnica

Diante desse contexto, o Banco Central afirma que atuou dentro da legalidade ao conduzir a liquidação. O órgão destaca que decisões fragmentadas podem gerar instabilidade regulatória.

Além disso, a autarquia alerta para riscos à previsibilidade do sistema financeiro. Segundo o BC, a segurança institucional depende de regras claras e decisões colegiadas.

Recurso ainda será analisado pelo relator

Agora, o próprio relator do TCU deve analisar o recurso apresentado pelo Banco Central. Até lá, o órgão mantém a defesa por uma decisão coletiva.

Por fim, o BC reforça que a análise colegiada garante transparência, previsibilidade e respeito às normas institucionais.

Fonte: SBT NEWS