O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira (5) para discutir a situação na Venezuela. A reunião ocorre após a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente Nicolás Maduro. A sessão, portanto, deve começar por volta das 12h, no horário de Brasília.
Desde então, o episódio ganhou repercussão internacional. Além disso, provocou reações imediatas de governos e organismos multilaterais, o que acelerou a convocação do encontro.
Países avaliam legalidade da ação militar
A Colômbia solicitou a reunião e, em seguida, recebeu apoio de Rússia e China, membros permanentes do conselho. Durante a sessão, os países devem avaliar se a captura de Nicolás Maduro respeitou o direito internacional.
Segundo autoridades norte-americanas, Maduro foi levado aos Estados Unidos. Lá, ele deve responder a acusações de narcotráfico e posse de armamento pesado. No entanto, diversos países questionam se a ação seguiu as normas internacionais vigentes.
ONU demonstra preocupação com precedente internacional
Diante do cenário, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, manifestou preocupação. De acordo com ele, o uso unilateral da força pode gerar instabilidade e abrir um precedente perigoso.
Além disso, Guterres reforçou que a Carta da ONU proíbe esse tipo de ação, salvo em casos de legítima defesa. Por isso, a organização voltou a defender o respeito integral ao direito internacional.
Brasil deve defender diálogo e solução diplomática
Enquanto isso, o Brasil participa da reunião como membro rotativo do conselho. O país deve adotar uma posição alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro pretende criticar a intervenção militar, porém sem personalizar acusações.
Ao mesmo tempo, a diplomacia brasileira deve defender o diálogo entre os países. Além disso, o discurso deve reforçar a América Latina como zona de paz e destacar o multilateralismo como caminho para a solução da crise.
Ataques atingiram Caracas e outras regiões
A operação militar ocorreu na madrugada do último sábado (3). Na ocasião, explosões atingiram Caracas e estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo relatos, os ataques alcançaram alvos civis e militares.
Logo depois, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em seguida, forças norte-americanas retiraram o casal da Venezuela em um helicóptero militar e os levaram a um navio da Marinha.
Crise amplia tensão diplomática na região
A captura de Maduro acontece após meses de tensão entre Washington e Caracas. Desde o ano passado, os Estados Unidos ampliaram operações navais no Caribe e no Pacífico, alegando combate ao narcotráfico.
Diante desse contexto, analistas avaliam que a reunião do Conselho de Segurança será decisiva. Afinal, o encontro deve indicar os próximos passos da comunidade internacional e medir o impacto diplomático da crise venezuelana.
Fonte: SBT News




