Carteira de Trabalho Digital representa a criação de 85,8 mil vagas de trabalho no Brasil em novembro
Dados do Caged mostram saldo positivo na geração de empregos formais em novembro

O Brasil cria 85,8 mil vagas de trabalho em novembro, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Com isso, o mercado formal mantém trajetória positiva, mesmo com ritmo mais moderado.

Ainda que o saldo mensal tenha desacelerado, o desempenho confirma a continuidade da geração líquida de empregos. Além disso, o consumo interno e a atividade nos serviços sustentaram o resultado do período.

Acumulado do ano mantém criação expressiva de empregos

Entre janeiro e novembro de 2025, o país abriu 1.895.130 postos de trabalho formais. Desse total, 1,462 milhão correspondem a vínculos considerados típicos. Por outro lado, 434 mil vagas referem-se a contratos não típicos, como aprendizes, intermitentes, temporários e jornadas reduzidas.

Quando se observa o intervalo dos últimos 12 meses, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, o saldo positivo soma 1.339.878 vagas. Apesar disso, o número ficou abaixo do registrado no período anterior, quando o mercado havia criado mais de 1,78 milhão de postos.

Comércio e serviços sustentam o saldo positivo

Entre os cinco grandes setores da economia, apenas dois encerraram novembro com saldo positivo. O comércio liderou a geração de empregos, ao criar 78.249 vagas. Em seguida, o setor de serviços abriu 75.131 postos, reforçando sua importância para o mercado de trabalho.

Enquanto isso, outros setores registraram retração. A agropecuária perdeu 16.566 vagas, ao passo que a construção fechou 23.804 postos. Já a indústria encerrou o mês com saldo negativo de 27.135 vagas, o que contribuiu para limitar o resultado geral.

Estados concentram resultados distintos

Em termos regionais, 20 unidades da federação apresentaram saldo positivo na criação de empregos em novembro. São Paulo liderou o ranking, com 31.104 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, que abriu 19.961 postos, e por Pernambuco, com 8.996 vagas.

Por outro lado, alguns estados registraram retração. Minas Gerais fechou 8.740 postos, enquanto Goiás perdeu 8.413 vagas. Já Mato Grosso apresentou saldo negativo de 5.802 empregos, conforme o Caged.

Salário médio permanece estável no mês

O salário médio real de admissão alcançou R$ 2.310,78 em novembro, valor praticamente estável em relação a outubro. No entanto, na comparação anual, houve crescimento real de 3,03%, já descontados os efeitos sazonais.

Os trabalhadores com contratos típicos receberam, em média, R$ 2.355,56, acima da média geral. Em contrapartida, os vínculos não típicos registraram remuneração média de R$ 1.991,42, cerca de 13,8% inferior ao valor médio nacional.

Mercado de trabalho segue resiliente

Mesmo com desaceleração pontual, os dados indicam que o mercado formal continua resiliente. Assim, a expectativa para os próximos meses depende do desempenho da atividade econômica, do consumo e das políticas voltadas à geração de empregos. Ainda assim, o saldo acumulado de 2025 reforça um cenário de estabilidade no emprego formal.

Fonte: Band News