O cenário ambiental global segue desafiador. As mudanças climáticas em 2025 ainda provocam aumento das emissões de carbono e pressão sobre ecossistemas. Mesmo assim, o ano registrou avanços relevantes, mostrando que políticas públicas, ciência e cooperação internacional podem gerar resultados positivos para o clima e a natureza.
A seguir, sete vitórias ambientais alcançadas ao longo do ano.
Energia renovável supera o carvão no mundo
Pela primeira vez, as fontes renováveis ultrapassaram o carvão como principal fonte de eletricidade global. Energia solar, eólica e outras alternativas limpas avançaram em ritmo acelerado.
A China liderou esse crescimento, com forte expansão da energia solar e eólica, inclusive com parques resistentes a eventos climáticos extremos. Como resultado, as emissões chinesas de dióxido de carbono caíram pela primeira vez, mantendo tendência de queda por mais de um ano.
No Reino Unido, o vento se tornou a maior fonte individual de energia elétrica, enquanto o carvão praticamente desapareceu da matriz energética.
Proteção inédita aos oceanos em águas internacionais
Após décadas de negociação, o Tratado do Alto-Mar entrou em vigor em 2025, permitindo que 30% das águas internacionais sejam transformadas em Áreas Marinhas Protegidas.
Além disso, foi criada na Polinésia Francesa a maior área marinha protegida do mundo, com 1,1 milhão de quilômetros quadrados, fortalecendo a preservação da biodiversidade oceânica.
Redução histórica do desmatamento no Brasil e no mundo
O Brasil sediou a COP30, em Belém, consolidando as florestas como tema central das discussões climáticas globais. Dados oficiais mostram que o desmatamento na Amazônia brasileira caiu 11%, atingindo o menor nível em 11 anos.
Organizações independentes apontam reduções ainda maiores em períodos específicos. Globalmente, as taxas de desmatamento entre 2015 e 2025 foram 38% menores do que nas décadas anteriores, segundo relatório das Nações Unidas.
Decisão histórica na Justiça internacional sobre o clima
O Tribunal Internacional de Justiça emitiu, em 2025, uma decisão histórica que abre caminho para ações legais entre países por danos climáticos.
Embora não seja juridicamente vinculante, o entendimento da corte estabelece um marco importante, fortalecendo o uso do direito internacional como ferramenta de pressão contra grandes emissores de poluentes.
Recuperação de espécies ameaçadas da vida selvagem
Diversas espécies apresentaram recuperação significativa. As tartarugas-verdes deixaram a lista de espécies ameaçadas, após décadas de esforços de conservação.
Na Índia, a população de tigres dobrou em pouco mais de uma década, concentrando agora cerca de 75% dos tigres do planeta. Nos Estados Unidos, houve recorde de ninhos de tartarugas-marinhas na Flórida.
Povos indígenas ganham protagonismo global
Em 2025, os povos indígenas foram formalmente reconhecidos pela ONU como guardiões do planeta, passando a ter voz oficial nas decisões sobre conservação ambiental.
Durante a COP30, no Brasil, a maior delegação indígena da história participou das negociações, que resultaram em novos compromissos de financiamento e no reconhecimento de direitos territoriais.
Restauração do rio Klamath devolve vida ao ecossistema
Após a remoção de quatro grandes represas na Califórnia, o rio Klamath voltou a fluir livremente, permitindo o retorno dos salmões aos locais históricos de desova.
A recuperação ocorreu em tempo recorde e se tornou referência mundial em restauração de rios degradados por infraestrutura antiga.
Um ano que mostra que avanços são possíveis
As sete vitórias ambientais de 2025 não eliminam os riscos das mudanças climáticas, mas demonstram que ações coordenadas, políticas públicas eficazes e pressão social produzem resultados concretos.
O desafio permanece grande, porém os avanços mostram que o planeta ainda responde quando recebe a chance de se recuperar.




