
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta quinta-feira (30), a condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) por perseguir um homem armado em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Com o trânsito em julgado, o Supremo encerrou todos os recursos e autorizou o início do cumprimento da pena de 5 anos e 3 meses de prisão.
STF encerra a disputa judicial
Os ministros mantiveram por unanimidade a condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo.
O relator, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o episódio demonstrou “alto grau de reprovabilidade”, pois Zambelli sacou a pistola e perseguiu um homem negro após uma discussão política.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) destacou que a deputada excedeu o direito de porte de arma, já que agiu fora dos limites da legítima defesa.
O vídeo da perseguição viralizou nas redes sociais e gerou forte repercussão nacional.
Segunda condenação confirmada pelo Supremo
Essa é a segunda condenação de Zambelli no STF.
Em agosto, os ministros decidiram impor 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alterar documentos eletrônicos.
Com as duas decisões, a parlamentar acumula 15 anos e 3 meses de pena.
O STF também determinou a cassação do mandato parlamentar, mas a Câmara dos Deputados ainda precisa decidir se confirma a perda do cargo.
Zambelli fugiu para a Itália
Após a primeira condenação, Zambelli fugiu para a Itália.
Desde então, ela aguarda o resultado do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.
Com a nova decisão, o Ministério da Justiça deve reforçar o pedido e pressionar por uma resposta rápida das autoridades italianas.
Enquanto isso, a deputada permanece foragida e não se apresentou às autoridades.
A situação reforça a imagem de desobediência judicial e agrava o cenário político em torno do caso.
Entenda o caso
O episódio ocorreu em um bairro nobre de São Paulo, em meio à tensão eleitoral de 2022.
Zambelli, vestida com uma camiseta verde e amarela, discutiu com um jornalista apoiador de Lula e, em seguida, o perseguiu com a arma em punho.
O ato foi interpretado como intimidação política e símbolo da radicalização vivida naquele período.
Por fim, a decisão do STF reforça a responsabilidade de agentes públicos armados e encerra um dos casos mais polêmicos da política recente.
Fonte: UOL



