
O governo federal assinou nesta quinta-feira (9) um termo de acordo que assegura reajuste salarial de 24,32% aos policiais militares e bombeiros dos ex-territórios federais do Amapá, Roraima e Rondônia. O aumento será pago em duas parcelas, sendo a primeira em dezembro de 2025 e a segunda em janeiro de 2026.
A cerimônia ocorreu em Brasília e contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dos senadores Randolfe Rodrigues e Confúcio Moura, além do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Também participaram representantes das associações de militares dos ex-territórios, o que reforçou o caráter coletivo da conquista.
Valorização e diálogo permanente
Durante o evento, Esther Dweck destacou que o reajuste corrige uma questão histórica e reconhece o papel essencial dos servidores das forças de segurança. Além disso, ela explicou que a medida garante condições mais justas e integra os profissionais ao quadro federal, fortalecendo o vínculo institucional.
A ministra enfatizou ainda que o diálogo constante com as categorias é prioridade do governo, pois cria um ambiente de confiança e respeito. Assim, o reajuste representa não apenas uma melhoria financeira, mas também reconhecimento e valorização profissional.

Por sua vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, descreveu o acordo como um marco de justiça. Ele ressaltou que o trabalho conjunto entre o Congresso e o MGI garantiu a equiparação dos militares dos ex-territórios aos servidores do Distrito Federal.
Além disso, o senador Confúcio Moura, de Rondônia, destacou que a medida reflete esforço coletivo e dedicação técnica. Segundo ele, o acordo beneficia milhares de famílias e comprova o comprometimento do governo com os servidores.
Reconhecimento histórico e impacto financeiro
O Acordo nº 4/2025 representa um avanço significativo na valorização dos servidores. Com essa decisão, o governo Lula garantirá 35,51% de aumento acumulado entre 2023 e 2026, superando uma inflação estimada de 19% no mesmo período.
Além disso, o auxílio-moradia também será reajustado nas mesmas datas e percentuais. Dessa forma, o governo reforça o compromisso com melhores condições de vida e estabilidade financeira para as forças de segurança.
A Major Maria do Perpétuo Modero, representante da Aspometerfa, comemorou o resultado. “Foram anos de espera, mas agora nos sentimos realmente valorizados e ouvidos”, afirmou. Ela agradeceu o apoio do governo federal e das bancadas parlamentares, destacando que o diálogo permanente foi essencial para o avanço das negociações.
Acordo com múltiplas entidades
O termo foi firmado com quatro associações representativas, que atuaram de maneira coordenada durante todo o processo:
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Aspometerfa (Amapá)
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AMFETADF (Ex-Territórios e Antigo Distrito Federal)
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ASSPM-ETFRR (Roraima)
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Aspometron (Rondônia)
Essas entidades mantiveram negociações contínuas com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o que garantiu transparência e celeridade. Além disso, o modelo de diálogo adotado servirá como referência para futuras tratativas com outras categorias do funcionalismo.
Compromisso reafirmado
A secretária adjunta da Secretaria de Relações de Trabalho do MGI, Patrícia Costa, afirmou que o trabalho das forças de segurança é “de grande honra e merece valorização contínua”. Ela explicou que o reajuste é resultado direto das mesas de negociação conduzidas pelo ministério, criadas para fortalecer a confiança entre governo e servidores.
De acordo com Patrícia, o governo Lula pretende ampliar o diálogo com todas as categorias para garantir avanços justos e sustentáveis. Assim, o reajuste simboliza respeito, reconhecimento e compromisso social com quem dedica a vida à proteção da população.
Por fim, ela ressaltou que o acordo representa um marco de valorização institucional e reforça a imagem de um Estado que reconhece o esforço de seus profissionais.
Fonte: Governo Federal



