
Equilíbrio ambiental aliado ao desenvolvimento social
A segunda etapa da pesca manejada no Rio Cautário já retirou mais de 2,5 toneladas de peixes, desde o início das atividades em 16 de setembro. Ao todo, 31 comunitários ribeirinhos participam da operação, que segue até 7 de outubro. O foco é o controle do pirarucu, uma espécie invasora que representa risco ao equilíbrio do ecossistema local.
Com isso, a ação promove não apenas a preservação ambiental, mas também o fortalecimento econômico de quem vive da floresta.
Manejo sustentável valoriza o saber tradicional

A atividade é coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio das coordenadorias CUC e Colmam. Diferente de ações convencionais, esse manejo ocorre de forma sustentável, respeitando o conhecimento ancestral das comunidades, além de seguir rigorosos critérios ambientais.
Até o momento, os peixes capturados variam de 17 a 126 quilos, e não há restrição de peso. Por isso, a expectativa é alcançar 5 toneladas até a próxima semana, totalizando mais de 12 toneladas ao final da operação.
Comunidades ribeirinhas conduzem o processo
A analista ambiental Chirlaine Varão, responsável técnica pela ação, destacou a importância da participação ativa dos moradores locais:
“Eles estão presentes em todas as etapas — desde o planejamento até a venda do pescado. Dessa forma, garantimos um processo mais justo, eficiente e com resultados duradouros.”
Além disso, o acompanhamento técnico fortalece a autonomia comunitária e gera impacto positivo direto na renda familiar.
Governo aposta em preservação com inclusão social
Para o governador Marcos Rocha, a pesca manejada representa uma união entre tradição, ciência e compromisso com o futuro:
“Enquanto protegemos os ecossistemas, também abrimos caminhos para o desenvolvimento sustentável das famílias ribeirinhas. É possível crescer com responsabilidade.”
Na mesma linha, o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, reforçou que a gestão ambiental caminha lado a lado com a valorização das comunidades tradicionais:
“Ao mesmo tempo em que conservamos as espécies, estamos também promovendo dignidade para quem protege a floresta.”
Caminho sólido para um futuro sustentável
Em resumo, o manejo do pirarucu no Rio Cautário não apenas combate uma ameaça ambiental, como também estimula a economia local. Com apoio técnico, tradição e organização, Rondônia avança na construção de políticas públicas eficazes para a Amazônia.
Por fim, a expectativa é que esse modelo sirva de referência para outras regiões que buscam unir preservação e desenvolvimento social.
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