
Banco Central padroniza o Pix Parcelado para todo o país
O Pix Parcelado entra em fase final de regulamentação pelo Banco Central (BC), com lançamento previsto para este mês. A iniciativa unifica regras e garante transparência no uso do crédito direto pelo sistema Pix.
Até agora, cada banco aplicava condições próprias, com diferenças em taxas, número de parcelas e critérios de liberação. Com a nova medida, o processo ganha um padrão nacional, o que reduz a confusão para o consumidor.
Como o Pix Parcelado funciona na prática
A nova função permite que o consumidor divida pagamentos via Pix, mesmo sem saldo disponível. O lojista recebe o valor à vista, enquanto o cliente paga em parcelas com base em uma linha de crédito aprovada no momento da compra.
Ou seja, o processo ocorre como um empréstimo automatizado dentro do próprio aplicativo bancário.
Quem poderá usar o Pix Parcelado?
A funcionalidade depende de crédito pré-aprovado junto à instituição financeira. Apenas os bancos que decidirem aderir à novidade vão oferecer o serviço, já que ele não será obrigatório.
Ainda assim, segundo a Febraban, o sistema exibe todas as informações com clareza: taxa de juros, número de parcelas e valor total da dívida aparecem antes da confirmação.
Alertas sobre endividamento com o Pix Parcelado
Entidades como o Idec alertam para riscos. Segundo o instituto, o consumidor pode se confundir ao usar um sistema conhecido por sua simplicidade para assumir uma dívida com juros.
Além disso, o nome Pix está diretamente associado à gratuidade e instantaneidade. Por isso, vincular a marca a um serviço de crédito exige cuidado e comunicação clara por parte dos bancos.
Oportunidades e ganhos para lojistas e bancos
Para o comércio, a novidade representa mais uma forma de garantir pagamento à vista com menos inadimplência. Isso acontece porque o risco de crédito recai sobre o banco, e não sobre o lojista.
Para os bancos, o Pix Parcelado amplia a oferta de serviços financeiros e impulsiona ainda mais o uso do Pix, que já movimentou mais de R$ 76 trilhões no Brasil desde 2020, conforme dados da Febraban.
Fonte: CNN Brasil



