
Tema perdeu prioridade após desgaste político e rejeição popular
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, confirmou que o governo não vai priorizar a regulação das redes sociais no segundo semestre de 2025. A declaração representa um recuo relevante na tentativa de regulamentar redes sociais no Brasil, especialmente considerando a regulação das redes sociais como uma pauta sensível.

Durante entrevista à Globonews, Pimenta afirmou que o tema se tornou “extremamente contaminado” politicamente, muito devido à polêmica sobre a regulação das redes sociais. Além disso, o ambiente no Congresso Nacional não é favorável. Por esse motivo, o governo avalia que o debate está dominado por narrativas da oposição, principalmente ligadas ao bolsonarismo.
Paulo Pimenta admite derrota política e mudança de foco
Segundo o ministro, o objetivo agora é evitar novos desgastes. Dessa forma, o governo pretende focar em outras ações de comunicação, como o lançamento da plataforma GOV.br 2.0 e campanhas públicas voltadas ao interesse social, afastando-se temporariamente da complexidade da regulação das redes sociais.
“Nós não vamos pautar o tema da regulação das plataformas no segundo semestre. É um tema que se contaminou muito com a lógica da disputa política”, disse Pimenta.
Resistência no Congresso e rejeição popular pesaram na decisão

A Regulamentação das redes sociais, propõe que plataformas digitais sejam responsabilizadas por conteúdos criminosos. Também exige mais transparência. No entanto, a proposta enfrentou forte resistência de parlamentares, influenciadores e parte da sociedade civil. A questão da regulação das redes sociais foi um ponto crítico, pois muitos alegaram risco à liberdade de expressão, mostrando a complexidade em regular redes sociais.
Em consequência disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), já indicava em abril que o projeto não avançaria. Além disso, a falta de consenso e a pressão nas redes sociais contribuíram para o impasse.
Governo teme desgaste em ano pré-eleitoral
A decisão também se relaciona com o contexto político de 2025. O ano é considerado pré-eleitoral para prefeitos e vereadores. Por esse motivo, técnicos do Planalto alertaram que o avanço do projeto poderia prejudicar aliados nas urnas, especialmente com a questão da regulação das redes em jogo, sublinhando os desafios da regulação das redes sociais para o governo.
Apesar disso, Pimenta reconheceu que forçar a aprovação traria mais prejuízos do que ganhos. Segundo ele, a esquerda não conseguirá recuperar o controle da narrativa sobre o tema no curto prazo.
Próximos passos da comunicação do governo
Com o recuo, o Planalto pretende focar em pautas positivas. A prioridade será fortalecer serviços digitais, campanhas sociais e evitar confrontos com as big techs e a imprensa.
Ainda assim, o governo mantém a defesa da necessidade de uma regulação futura das redes sociais. Para isso, aposta na reconstrução do debate em bases mais neutras e técnicas, priorizando o diálogo com diferentes setores da sociedade e focando na regulação sensata das redes.
Fonte: Olhar Digital



