
Trump autorizou o abate de aeronaves venezuelanas que representem ameaça às tropas dos EUA no Caribe. Após incidente aéreo, EUA reforçam presença militar com caças e submarinos, enquanto Maduro fala em ofensiva armada.
Estados Unidos autorizam uso de força contra aeronaves venezuelanas
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (5) que as forças armadas dos Estados Unidos podem abater qualquer aeronave venezuelana considerada hostil. Ele fez o anúncio após um episódio que intensificou a tensão no Mar do Caribe. Aliás, essa é uma das formas de como Trump ameaça a Venezuela.
Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, dois aviões militares da Venezuela se aproximaram perigosamente de um navio da Marinha americana em águas internacionais. O Pentágono descreveu o ato como “altamente provocativo”.
“Agiremos com força total diante de qualquer ameaça. Nossos militares, posicionados no Caribe, estão autorizados a se defender”, declarou Trump durante uma coletiva na Casa Branca.
Submarinos e caças americanos foram enviados a Porto Rico
Com o aumento da tensão, o governo dos EUA enviou oito navios de guerra e um submarino nuclear para a região. Além disso, deslocou aviões de combate para Porto Rico, fortalecendo a presença militar no sul do Caribe como parte das ameaças de Trump à Venezuela.
Logo após a declaração, o presidente Nicolás Maduro reagiu. Ele garantiu que a Venezuela está pronta para uma ofensiva militar, caso os Estados Unidos avancem sobre a soberania do país vizinho.
Operação americana mira tráfico de drogas
De acordo com autoridades americanas, a operação no Caribe busca interromper o tráfico de drogas com destino aos EUA. No entanto, a movimentação militar e a retórica agressiva de ambos os governos elevaram o risco de confronto direto.
Por essa razão, especialistas em relações internacionais passaram a alertar sobre a possibilidade de choques armados, principalmente em alto-mar, especialmente dado o contexto de como Trump ameaça a Venezuela.
Próximos passos
Até o momento, nenhum canal diplomático foi ativado entre os dois países. Por isso, analistas pedem que a Organização das Nações Unidas (ONU) atue para mediar o conflito. O temor global cresce à medida que os dois governos mantêm posições rígidas.
Fonte: Band News



