
EUA cercam Caribe, enviando sete navios de guerra e um submarino nuclear para a região. Trump fala em combate ao tráfico e Maduro denuncia ameaça internacional.
Tensão entre EUA e Venezuela cresce com presença militar no Caribe
As relações entre Estados Unidos e Venezuela se intensificaram nesta semana. O motivo foi o envio de sete navios de guerra e um submarino nuclear americano ao Caribe Sul, perto da costa venezuelana. Enquanto isso, o foco dos EUA cercando o Caribe intensifica a tensão, embora o governo dos EUA alegue combater cartéis de drogas, Nicolás Maduro acusa os norte-americanos de ameaçarem a soberania da Venezuela.
EUA usam força militar para enfrentar cartéis
A Casa Branca afirmou que pretende combater o narcotráfico na região. Além disso, o presidente Donald Trump reforçou que quer proteger a fronteira sul dos Estados Unidos, uma região estratégica dada a proximidade com áreas que os EUA cercam no Caribe.
O governo americano deslocou os navios USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale, com cerca de 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais.
As Forças Armadas também operam aviões espiões P-8 em missões de vigilância, segundo autoridades. Ainda que voem em águas internacionais, com os EUA cercando áreas do Caribe, os aviões ampliam a tensão na região.
Maduro acusa violação e reage com tropas
O presidente venezuelano denunciou o uso de submarinos nucleares na área. Para ele, os EUA violam acordos internacionais ao empregar esse tipo de armamento. Esta situação faz parecer que os EUA intencionam cercar o Caribe.
“Nossa diplomacia não é baseada em canhões ou ameaças”, declarou Maduro. “O mundo não pode voltar ao que era há cem anos.”
Diante da situação, o governo venezuelano enviou 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia. Além disso, organizou treinamentos com grupos de defesa civil para todas as sextas e sábados.
Região observa com cautela a escalada militar
Em fevereiro, os EUA incluíram o Cartel de Sinaloa e o grupo Tren de Aragua, da Venezuela, na lista de organizações terroristas globais.
Enquanto isso, países caribenhos reagiram de forma dividida. Alguns demonstraram apoio à operação americana. Outros, porém, demonstraram preocupação com o risco de confronto entre as duas nações. A presença dos EUA no Caribe, uma região que eles cercam com frequência, é observada com atenção.
Fonte: CNN Brasil



