STF aumenta pressão sobre a PGR
O Supremo Tribunal Federal determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) entregue, até quarta-feira (27), um parecer sobre o risco de fuga de Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília desde 4 de agosto, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu a intimação nesta segunda-feira (25). Embora Moraes tivesse exigido a análise em 20 de agosto, a Secretaria do STF só formalizou o processo hoje. Por isso, o clima de cobrança aumentou e a decisão ganhou ainda mais relevância.
Indiciamento da Polícia Federal
A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo e por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O relatório concluiu que eles articularam uma tentativa de golpe entre 2022 e 2023.
Além disso, os investigadores mencionaram uma minuta de 2024 que tratava de pedido de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei. Assim, a suspeita de fuga internacional se fortaleceu e passou a pesar no inquérito.
Defesa e prazo de resposta
A defesa de Bolsonaro enviou ao STF explicações para afastar o risco de fuga. No entanto, a PGR tem agora 48 horas para decidir se aceita os argumentos ou se mantém as dúvidas levantadas pela Polícia Federal.
Esse prazo é o mesmo que já havia sido concedido à defesa. Dessa forma, o parecer de Paulo Gonet se torna crucial para definir o rumo da investigação.
Prisão domiciliar após manifestações
A prisão domiciliar de Bolsonaro ocorreu depois que um vídeo divulgado por seu filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ganhou repercussão. Na gravação, feita durante manifestações em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, o ex-presidente agradeceu apoiadores e declarou:
“Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos.”
Esse episódio acabou influenciando diretamente a decisão judicial e reforçou a vigilância sobre Bolsonaro.
Próximos passos do processo
O parecer da PGR poderá alterar significativamente o cenário. Se Gonet confirmar os riscos, Bolsonaro enfrentará novas restrições judiciais e maior isolamento político. Entretanto, se a Procuradoria afastar as suspeitas, a defesa ganhará espaço para reorganizar sua estratégia e reduzir a pressão.
Fonte: Metrópoles




