
O impacto do bullying na mente das crianças
O bullying não provoca apenas feridas emocionais. Além disso, pesquisas em neurociência apontam que a violência constante na infância pode alterar regiões fundamentais do cérebro, como a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal. Essas áreas estão diretamente ligadas ao controle das emoções, à memória e ao processo de aprendizagem. Por isso, é importante entender como o bullying afeta o cérebro infantil para prevenir esses danos.

Quando submetidas a situações de agressão verbal, física ou virtual, as crianças liberam altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Em consequência, o excesso dessa substância prejudica o desenvolvimento cerebral e gera dificuldades de atenção, ansiedade e baixa autoestima. Portanto, os efeitos não se limitam ao momento da agressão, mas se prolongam no tempo. Isso ilustra como profundamente o bullying afeta o cérebro infantil, com consequências a longo prazo.
Áreas do cérebro mais afetadas
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Amígdala: responsável pelo medo e pela resposta ao perigo, torna-se hiperativada em situações de ameaça constante.
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Hipocampo: ligado à memória e ao aprendizado, pode encolher com o estresse crônico.
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Córtex pré-frontal: região que regula decisões e foco, fica sobrecarregada, prejudicando o rendimento escolar.
Dessa forma, os especialistas comparam esse efeito a colocar o cérebro em “modo de sobrevivência”, impedindo que a criança utilize todo o seu potencial cognitivo ao explorar como o bullying afeta o cérebro infantil.
Consequências a longo prazo
As marcas deixadas pelo bullying não desaparecem com o fim da infância. Pelo contrário, jovens e adultos que sofreram violência escolar apresentam maior propensão à depressão, ansiedade e dificuldades de socialização. Além disso, podem desenvolver problemas de memória e de rendimento acadêmico.

O psiquiatra infantil citado no estudo explica que “a violência repetida pode moldar a forma como o cérebro reage a novos desafios, criando um padrão de alerta constante”. Em outras palavras, os efeitos vão muito além da sala de aula.
O papel da escola e da família
A prevenção é essencial. Por isso, ambientes escolares com políticas firmes contra o bullying e o incentivo à cultura de respeito reduzem os riscos de danos emocionais e cognitivos. Ao mesmo tempo, a participação da família é decisiva: ouvir a criança, identificar sinais de sofrimento e buscar apoio profissional garantem um acompanhamento mais eficaz.
Caminhos para proteger a infância
O combate ao bullying exige ação conjunta entre professores, pais e sociedade. Assim, a informação sobre os danos neurológicos amplia a compreensão do problema e fortalece a urgência de políticas públicas e práticas educativas e inclusivas. Em resumo, proteger o cérebro das crianças significa proteger o futuro. Isso deve ser um foco, dado o quanto o bullying afeta o cérebro infantil.
Fonte: Metrópoles



