
Lula afirma que o Brasil está aberto a negociar com Trump após tarifa de 50% imposta às exportações nacionais. Diplomacia tenta evitar prejuízos.
Governo brasileiro quer evitar confronto com os EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (24) que o Brasil está disposto a negociar com os Estados Unidos. A declaração foi feita após o ex-presidente Donald Trump anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O objetivo de Lula é evitar um conflito comercial que possa prejudicar as exportações do país.
Durante um evento em Minas Gerais, o presidente reforçou que o Brasil tem tradição de ser um bom negociador. Segundo ele, o país está aberto ao diálogo, sobretudo com quem quer conversar. Assim, negociação com Trump é vista como uma necessidade estratégica.
Agronegócio em alerta com tarifa e queda nos preços
A nova tarifa chega em um momento delicado para setores estratégicos da exportação brasileira. Por exemplo, o setor da laranja já sofre com uma queda expressiva nos preços: a caixa do produto passou de R$ 80 para R$ 26. Por isso, produtores alertam que a combinação entre preços baixos e taxação pode inviabilizar as vendas internacionais.
Diante desse cenário, o governo federal se comprometeu a adotar medidas de proteção. Além disso, Lula afirmou que vai defender os interesses dos empresários e dos bancos nacionais ao negociar com Trump.
Trump liga sanções à situação de Bolsonaro
Em carta enviada ao governo brasileiro, Trump justificou a tarifa com base na “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o republicano, a penalidade é uma resposta à condução dos processos que envolvem Bolsonaro, acusado de tentar um golpe após as eleições de 2022.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro declarou que “não vê possibilidade de Trump voltar atrás”. A afirmação intensificou a tensão política e dividiu ainda mais opiniões no Brasil.
Brasil tenta preservar imagem de país conciliador
Apesar da tensão, Lula reafirmou que o Brasil continuará agindo com responsabilidade diplomática. Ele destacou que não se trata de submissão, mas de interesse nacional e defesa da economia brasileira.
“Portanto, somos bons negociadores. E vamos continuar sendo. Mesmo diante de desafios, o respeito será nossa base”, disse o presidente, reforçando a negociação envolvendo Trump.
Enquanto isso, o Itamaraty acompanha de perto os desdobramentos e trabalha para reabrir canais de diálogo com os EUA, antes que os impactos econômicos se agravem.



