
Juliana Marins caiu no Monte Rinjani e teve o corpo resgatado após três dias
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morreu após sofrer um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, na Indonésia. A jovem caiu em uma encosta profunda no sábado (21), e o corpo foi resgatado na manhã de terça-feira (24). A tragédia gerou forte comoção e mobilizou equipes de resgate locais e apoio do governo brasileiro.

Brasileira morre em trilha vulcão Indonésia tornou-se uma das expressões mais mencionadas nos noticiários internacionais desde o fim de semana.
⚠️ Acidente ocorreu em área de difícil acesso
Juliana realizava a trilha com um grupo de turistas acompanhados por um guia local. Durante a subida, ela pediu uma pausa após relatar cansaço. Em seguida, acabou se afastando do grupo e escorregou em uma ladeira extremamente íngreme.
A jovem despencou aproximadamente 150 metros em uma área com desníveis acentuados e vegetação densa. A localização dificultou o resgate, exigindo o uso de drones, cordas e alpinistas treinados. Embora as equipes tenham localizado o corpo no dia seguinte ao acidente, o resgate levou mais dois dias devido às condições climáticas e à geografia do local.
🚨 Resgate enfrentou obstáculos extremos
Cerca de 50 profissionais participaram das buscas. As equipes lidaram com chuvas constantes, neblina intensa e terrenos escorregadios. Além disso, a cratera do Monte Rinjani apresenta riscos naturais como desprendimentos de rochas, falta de sinal e ausência de pontos de apoio seguro.
Apesar do esforço contínuo, as autoridades confirmaram a morte de Juliana ainda no momento em que os socorristas conseguiram alcançá-la. O transporte do corpo envolveu técnicas de rapel e logística terrestre até a base da montanha.
🗣️ Mobilização nas redes e apoio consular
A família de Juliana iniciou uma campanha nas redes sociais logo após o acidente. Milhares de pessoas compartilharam o caso e pressionaram as autoridades por um resgate mais ágil. Com isso, a história ganhou destaque no Brasil e no exterior.
O Itamaraty informou que a embaixada brasileira na Indonésia prestou assistência direta aos familiares. Enquanto isso, o processo de liberação do corpo seguiu os trâmites legais locais e deve viabilizar o traslado ao Brasil nos próximos dias.
🌋 Debate sobre segurança em trilhas internacionais
O Monte Rinjani é conhecido por atrair aventureiros de todo o mundo. No entanto, o caso de Juliana expôs a falta de infraestrutura emergencial em muitas trilhas populares da Ásia. Guias pouco treinados, ausência de sinalização adequada e clima instável ampliam o risco de acidentes fatais.
Segundo o guia brasileiro Lucas Yamada, que trabalha na Indonésia, “trilhas em regiões vulcânicas exigem planejamento, guia certificado e equipamentos mínimos de segurança”. Por esse motivo, especialistas defendem que os viajantes se informem melhor antes de enfrentar trilhas de médio ou alto risco.

A morte de Juliana Marins comoveu o país e serviu como alerta para viajantes e autoridades. O caso reforça a importância de fiscalização em roteiros turísticos e de investimento em estruturas de emergência em destinos de ecoturismo. Brasileira morre em trilha vulcão Indonésia é mais do que uma manchete — é um chamado à prevenção e à responsabilidade coletiva.



