Plenário da Alero simboliza ações estratégicas em educação, agro, obras e segurança viária em Rondônia
Ações articuladas pela Alero abrangem educação, produção rural, infraestrutura urbana e segurança viária no estado

Rondônia abriu fevereiro com um conjunto de medidas voltadas a problemas práticos do dia a dia: segurança jurídica no campo, modernização da educação, apoio à produção rural, segurança de ciclistas em rodovia e manutenção de infraestrutura urbana. As iniciativas envolvem articulações no Parlamento estadual, solicitações formais a órgãos de governo e destinação de recursos para municípios e associações locais.

Defesa de famílias na região “Soldado da Borracha” entra em nova fase

Uma das frentes trata da situação de moradores e produtores rurais em uma área transformada em unidade de conservação por decreto de 2018, o que gerou insegurança e disputa sobre ocupação e direito de propriedade. A Assembleia Legislativa instalou uma CPI para apurar o processo de criação da área e apontou falhas, além de afirmar ausência de estudos técnicos considerados válidos.

Com base nesse conjunto de informações, o Parlamento passou a adotar medidas para evitar restrições imediatas a direitos básicos enquanto o assunto segue em discussão. Entre os pontos mais sensíveis está a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para a rotina produtiva e o deslocamento de animais, além de temas como posse, ir e vir e funcionamento de atividades econômicas locais. A estratégia mencionada inclui ação judicial com pedido para suspender atos que restrinjam esses direitos e também um decreto legislativo para barrar plano de desocupação, mantendo a tranquilidade das famílias até decisão definitiva da Justiça.

Educação: R$ 81,1 mil para notebooks em Seringueiras

No Vale do Guaporé, a rede municipal de ensino de Seringueiras deve ganhar reforço tecnológico com a compra de notebooks, em investimento de R$ 81.114,27. O objetivo é ampliar a estrutura para atividades pedagógicas e administrativas e fortalecer o uso de tecnologia no processo de aprendizagem, com foco em dar melhores condições de trabalho a profissionais da educação e mais suporte às escolas.

A iniciativa foi apresentada como resposta a uma demanda local encaminhada por representação municipal, com a expectativa de que os equipamentos ajudem a modernizar rotinas escolares e ampliem a capacidade de atendimento da rede.

Agro: R$ 200 mil para mecanização em Alto Paraíso

No setor produtivo, Alto Paraíso aparece como foco de incentivo à agricultura familiar. Uma associação de produtores do município deve receber R$ 200 mil para aquisição de implementos agrícolas voltados ao aumento de produtividade e à redução de custos no campo.

A lista de equipamentos inclui itens usados no preparo do solo, plantio e logística: distribuidor e semeadora de sementes e calcário, grade aradora com controle remoto, carreta agrícola metálica hidráulica basculante e compressor de ar. A proposta é ampliar a mecanização e dar mais eficiência ao trabalho diário, o que pode refletir em aumento de renda e maior capacidade de produção para os associados.

Segurança viária: pedido de ciclovia na Rodovia do Café

Outra demanda mira a RO-486, conhecida como Rodovia do Café, no trecho entre Cacoal e Espigão d’Oeste. A solicitação formal encaminhada ao DER-RO pede a implantação de pista de ciclismo ao longo do trajeto.

O argumento central é a falta de infraestrutura para ciclistas em uma via com tráfego intenso, usada tanto para deslocamento quanto para prática esportiva. Sem espaço adequado, o risco de acidentes aumenta, e a ciclovia é tratada como medida de preservação de vidas e melhoria da segurança para todos os usuários da rodovia.

Infraestrutura urbana: R$ 700 mil para manutenção em Alvorada d’Oeste

Em Alvorada d’Oeste, um repasse de R$ 700 mil já creditado na conta do município foi destinado à compra de peças para a Secretaria Municipal de Obras. A previsão é que o recurso sustente serviços contínuos de manutenção e recuperação de estruturas urbanas.

A expectativa é reforçar frentes como conservação de vias, calçadas, canteiros e outros espaços públicos, ajudando a manter a cidade operando com mais segurança e mobilidade, especialmente em períodos de desgaste acelerado da malha urbana.

O que vem agora

As iniciativas têm ritmos diferentes: algumas dependem de execução direta (como compras e aquisição de equipamentos), enquanto outras exigem tramitação e resposta de órgãos públicos e do Judiciário. O ponto comum é o efeito prático: reduzir riscos, melhorar serviços e fortalecer atividades essenciais em regiões distintas do estado. Nos próximos dias, a atenção se volta à formalização de compras, à entrega de equipamentos e aos encaminhamentos técnicos e jurídicos que podem definir o futuro de áreas em disputa e de obras solicitadas em rodovias.