Cão Orelha, mascote da Praia Brava em Florianópolis, em imagem em preto e branco usada em reportagem sobre seu assassinato.
Orelha era um cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, e teve a morte causada após agressões que geraram comoção nacional.

A morte do cão comunitário Orelha provocou forte comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre maus-tratos contra animais no Brasil. O animal, conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC), não resistiu às agressões sofridas e precisou ser submetido à eutanásia.

O caso aconteceu no último fim de semana e ganhou repercussão nacional após imagens e relatos circularem nas redes, mobilizando internautas, artistas, organizações de proteção animal e autoridades.

Orelha era símbolo da comunidade local

Orelha vivia há anos na Praia Brava, onde se tornou um verdadeiro mascote da região. O cão circulava livremente pelo bairro, convivia com moradores e outros animais e dormia em uma das casinhas instaladas pela própria comunidade.

Segundo a Associação de Moradores da Praia Brava, o animal era cuidado de forma espontânea por diversas pessoas e representava um símbolo de convivência e afeto no local. “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro e era querido por todos”, destacou a entidade em nota.

Adolescente são investigados por agressões

De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento nas agressões. Eles foram identificados após análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.

As investigações seguem em andamento, e todos os envolvidos já foram localizados. A polícia apura as circunstâncias do crime e as possíveis responsabilidades legais.

Relatos indicam ainda que outro cachorro também teria sido atacado pelo mesmo grupo, mas conseguiu sobreviver e acabou sendo adotado.

Mobilização e indignação nas redes sociais

A morte de Orelha gerou uma onda de revolta e tristeza na internet. Celebridades como Ana Castela, Luana Piovani e Rafael Portugal se manifestaram publicamente, repudiando a violência e pedindo justiça.

Internautas também compartilharam mensagens emocionadas. Em uma das postagens, uma usuária relatou que o cão teria sido chamado pelos agressores acreditando que receberia carinho, o que aumentou ainda mais a indignação diante da crueldade do crime.

Pedido de homenagem e cobrança por justiça

O deputado estadual Mário Motta anunciou a criação de um abaixo-assinado para a construção de uma estátua em homenagem a Orelha. Segundo o parlamentar, a iniciativa busca preservar a memória do animal e transformar a dor coletiva em um símbolo de conscientização.

“Não há mais espaço para esse tipo de crime em nossa sociedade. Queremos justiça para o Orelha e para todos os animais vítimas da violência humana”, declarou.

Caso reacende debate sobre maus-tratos a animais

O assassinato do cão Orelha reforça a necessidade de fiscalização, educação e punição rigorosa para crimes de maus-tratos contra animais. Especialistas e ativistas destacam que a violência contra animais é crime previsto em lei e deve ser tratada com seriedade.

Enquanto a investigação avança, a história de Orelha segue como um símbolo de alerta, empatia e cobrança por justiça.