China libera frango do Rio Grande do Sul após encerramento de embargo sanitário
China autoriza retomada da importação de frango do Rio Grande do Sul após controle sanitário

Após cerca de um ano e meio de restrições, a China encerrou o embargo à importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. As autoridades chinesas anunciaram a decisão na sexta-feira (16). Em seguida, na terça-feira (20), o governo brasileiro confirmou oficialmente a liberação.

O país asiático suspendeu as compras após confirmar um surto da Doença de Newcastle no estado, registrado em julho de 2024. Desde então, o setor produtivo enfrentou perdas relevantes no comércio exterior.

Surto sanitário motivou suspensão das exportações

O embargo começou após técnicos identificarem a doença em uma granja comercial no município de Anta Gorda, no interior do Rio Grande do Sul. Naquele momento, o estado decretou emergência zoossanitária por aproximadamente três semanas.

Durante esse período, os órgãos de controle aplicaram medidas rigorosas de contenção. Como resultado, as equipes eliminaram o foco da doença. Ainda assim, a China manteve o bloqueio ao produto gaúcho.

Posteriormente, em maio do ano seguinte, o estado também registrou um caso de gripe aviária em uma granja no município de Montenegro. No entanto, após 28 dias sem novos registros, o Brasil voltou a ser considerado livre da doença, conforme os protocolos internacionais.

China manteve restrição apenas ao RS

Apesar da normalização sanitária, a China decidiu manter o embargo específico ao Rio Grande do Sul. Em novembro de 2025, o país asiático liberou a importação de frango dos demais estados brasileiros, mas preservou a restrição aos produtores gaúchos.

Com isso, os impactos econômicos se prolongaram. Ainda assim, produtores buscaram alternativas, redirecionaram parte da produção e reduziram perdas.

Exportações sentiram impacto econômico

A ausência do mercado chinês afetou diretamente as exportações do Rio Grande do Sul. Em 2024, o bloqueio contribuiu para uma queda aproximada de 1% nas vendas externas de carne de frango.

Antes do embargo, a China respondia por quase 6% dos embarques do estado. Embora outros países tenham absorvido parte da produção, o setor avaliou o impacto como significativo.

Governo comprova controle sanitário

Segundo o Ministério da Agricultura, a retomada das exportações ocorreu após a comprovação das ações de controle e erradicação da doença. As autoridades brasileiras apresentaram relatórios técnicos e seguiram rigorosamente os protocolos internacionais de saúde animal.

Diante disso, a China reconheceu a segurança sanitária do produto e autorizou novamente as importações provenientes do estado.

Setor avalia retomada como estratégica

A Associação Brasileira de Proteína Animal avaliou a reabertura do mercado chinês como um avanço estratégico para o setor.

Segundo a entidade, o diálogo permanente com as autoridades chinesas foi decisivo. Além disso, o envio contínuo de informações técnicas ajudou a comprovar a eficiência do sistema sanitário brasileiro.

Expectativa é de retomada gradual

Agora, o setor projeta uma retomada gradual dos embarques, à medida que os sistemas de habilitação avançam e os certificados sanitários são liberados.

Por fim, a China segue como um dos principais destinos do frango brasileiro. Portanto, a reabertura do mercado é fundamental para o equilíbrio do comércio internacional da proteína animal.

Fonte: Agência Brasil