
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília para lidar com a crise interna provocada pelo caso do Banco Master. A decisão ocorreu durante o recesso do Judiciário e sinaliza preocupação com o impacto institucional do episódio.
Inicialmente, Fachin acompanhava a situação à distância. No entanto, diante do aumento das tensões, optou por voltar à capital federal. Assim, passou a atuar de forma mais direta na articulação interna da Corte.
Diálogo com ministros para conter desgaste
Antes do retorno, Fachin manteve conversas com vários ministros do Supremo. Ainda assim, avaliou que a presença física em Brasília seria necessária para avançar nas tratativas.
Entre os magistrados ouvidos estão Dias Toffoli, relator do caso, além de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.
Segundo interlocutores, o objetivo foi alinhar posições e reduzir ruídos internos. Além disso, Fachin buscou evitar que o desgaste ultrapasse os limites jurídicos e afete a imagem do tribunal.
Pressão política sobre o caso Master
Enquanto isso, cresce a pressão política em Brasília. Parte do meio político defende que Toffoli deixe a relatoria do processo que envolve o Banco Master.
O descontentamento se intensificou após decisões relacionadas à guarda de provas da investigação. Delegados da Polícia Federal criticaram o encaminhamento do material à Procuradoria-Geral da República, e não diretamente à corporação.
Por outro lado, aliados do ministro afirmam que as decisões seguiram critérios legais. Mesmo assim, o episódio ampliou o desconforto entre Judiciário e Polícia Federal.
Atuação no recesso e próximos passos
Durante o recesso, Fachin atuou em regime de revezamento nos casos urgentes. Posteriormente, entrou em férias formais, deixando a presidência interina com o vice-presidente da Corte.
Diante disso, a antecipação do retorno indica uma tentativa clara de controle da crise antes da retomada oficial dos trabalhos, prevista para fevereiro. A expectativa é de novas conversas internas nos próximos dias.
O caso Master segue como um dos principais focos de atenção do Supremo Tribunal Federal neste início de ano. Seus desdobramentos podem influenciar tanto o ambiente interno quanto a relação do tribunal com outras instituições.
Fonte: Metrópoles



