Idoso de 97 anos perde aposentadoria após ser confundido com irmão gêmeo morto pelo INSS
Idoso de 97 anos enfrenta nova suspensão da aposentadoria após erro do INSS

Um idoso confundido com irmão gêmeo perde aposentadoria pela quarta vez após um erro administrativo do INSS, mesmo possuindo CPF e documentação próprios. Aos 97 anos, Walter Rodrigues de Almeida, morador do Rio de Janeiro, voltou a ter o benefício suspenso depois que o sistema registrou de forma equivocada o óbito do irmão gêmeo já falecido.

Desde a morte do irmão, Walter Rodrigues de Almeida enfrenta sucessivos bloqueios no benefício, mesmo com dados pessoais próprios e registros oficiais atualizados.

Benefício suspenso mesmo com documentos regulares

Apesar de possuir CPF diferente, histórico contributivo individual e documentação válida, Walter precisou novamente provar que está vivo. Dessa vez, ele ficou cerca de quatro meses sem receber o pagamento, interrompido desde setembro do ano passado.

Além disso, a aposentadoria representa a principal fonte de renda do idoso. Com o dinheiro, ele arca com despesas básicas e compra medicamentos essenciais para a manutenção da saúde.

Família relata desgaste e falta de respostas

Segundo familiares, Walter compareceu diversas vezes a agências do INSS para regularizar a situação. Ainda assim, o sistema voltou a registrar o óbito de forma equivocada, repetindo um erro já corrigido em outras ocasiões.

A filha do aposentado afirma que a família entregou todos os documentos solicitados. Mesmo assim, o pagamento não foi restabelecido de imediato. Como resultado, o idoso passou a enfrentar insegurança financeira e desgaste emocional.

Erro se repete apesar de correções anteriores

De acordo com a família, o problema ocorreu outras três vezes nos últimos anos. Em todas elas, o INSS reconheceu o erro e reativou o benefício. No entanto, o bloqueio voltou a acontecer, levantando dúvidas sobre a eficiência dos controles internos.

Walter afirma que trabalhou por mais de 30 anos e não compreende por que a situação se repete. Ele destaca que já apresentou toda a documentação exigida sempre que solicitado.

INSS reconhece falha e promete pagamento

Em nota, o INSS informou que reconheceu o erro, reativou o benefício e garantiu que os valores atrasados devem ser pagos em até 20 dias. Contudo, o órgão não detalhou quais medidas adotará para evitar novas suspensões indevidas.

O caso reforça a necessidade de aprimorar os sistemas de cruzamento de dados, especialmente em situações que envolvem homônimos ou irmãos gêmeos, para evitar prejuízos a beneficiários em idade avançada.

Fonte: G1