
Um detalhe percebido durante uma refeição evitou uma tragédia maior envolvendo envenenamento em marmitas em MG. O caso ocorreu em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, quando um homem notou que a comida apresentava uma textura incomum. Diante disso, ele interrompeu o almoço e alertou a família, o que impediu o consumo de outras marmitas contaminadas.
Segundo a Polícia Militar, a comida continha uma substância semelhante ao chumbinho, veneno usado para matar ratos. Além disso, o caso envolve uma adolescente de 17 anos, que confessou ter colocado o produto nas refeições após discutir com os pais.
Textura incomum gerou alerta imediato

O homem que percebeu o problema é primo da adolescente. Ele costuma receber marmitas preparadas na casa da família para levar ao trabalho. No entanto, logo nas primeiras garfadas, percebeu que algo estava errado. Por isso, decidiu parar de comer imediatamente.
Em seguida, ele questionou o pai da jovem sobre o possível motivo da alteração na comida. Ao mesmo tempo, a família analisou a marmita e registrou imagens da substância estranha. Com isso, todos foram orientados a não consumir as demais refeições.
Atendimento médico confirmou o risco
Após o alerta, o homem buscou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No local, a equipe médica realizou lavagem estomacal como medida preventiva. Felizmente, ele não apresentou complicações graves.
Além disso, a Polícia Militar verificou a geladeira da residência. Durante a vistoria, os agentes constataram que outras marmitas também estavam contaminadas, o que reforçou a gravidade da situação.
Adolescente admitiu ter colocado veneno
Durante a apuração, policiais ouviram a adolescente. Nesse momento, ela admitiu que colocou veneno em três marmitas durante a madrugada. Segundo o depoimento, a jovem agiu após uma discussão familiar e afirmou que estava com raiva.
Ainda conforme o registro, o produto utilizado era um veneno para ratos guardado em um frasco pequeno dentro da casa. Depois disso, a adolescente contou que retirou o recipiente do armário e espalhou a substância nas refeições.
Conflitos familiares antecederam o ato
De acordo com os pais, a jovem mantinha um relacionamento amoroso sem consentimento da família. Por causa disso, os conflitos dentro de casa se tornaram frequentes.
Na madrugada do caso, após uma nova discussão com a mãe, a adolescente aguardou que os pais fossem dormir. Só então, colocou o veneno nas marmitas que seriam consumidas no dia seguinte.
Investigação segue em andamento
A perícia técnica recolheu parte da comida contaminada e apreendeu o frasco com o restante do veneno. Em seguida, a adolescente recebeu atendimento médico. Posteriormente, ela foi encaminhada à delegacia acompanhada por responsável legal.
Atualmente, o caso segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais. A adolescente responde por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. Por fim, o Estatuto da Criança e do Adolescente impede a divulgação de informações que permitam sua identificação.
Fonte: G1



