
O primeiro ciclone extratropical de 2026 deve se formar nos próximos dias e provocar temporais intensos no Sul do Brasil, segundo alertas de meteorologistas. O fenômeno pode causar chuvas volumosas, rajadas de vento fortes e queda de granizo, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
De acordo com especialistas, o sistema se desenvolve a partir do contraste entre massas de ar quente e frio, o que favorece a instabilidade atmosférica. Por isso, o avanço do ciclone exige atenção redobrada da população e dos órgãos de defesa civil.
Chuvas intensas e ventos fortes preocupam autoridades
As projeções indicam que algumas áreas podem registrar volumes de chuva próximos ou superiores a 100 milímetros em poucas horas, o que aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra. Além disso, as rajadas de vento podem chegar a até 100 km/h, especialmente em regiões costeiras.
Segundo os meteorologistas, esse tipo de ciclone não costuma provocar furacões, mas ainda assim tem potencial para causar danos estruturais, como queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Estados mais afetados devem ser RS, SC e PR
O Rio Grande do Sul tende a sentir os primeiros impactos do ciclone, com chuva persistente e ventos intensos. Na sequência, o sistema deve avançar sobre Santa Catarina e Paraná, mantendo o cenário de instabilidade ao longo do dia.
Em áreas urbanas, o risco maior envolve alagamentos rápidos, enquanto no meio rural há preocupação com perdas na agricultura, principalmente em lavouras mais sensíveis ao excesso de chuva e ao vento forte.
Defesa Civil orienta população a redobrar cuidados
Diante da previsão, a Defesa Civil recomenda que a população evite áreas alagadas, não se abrigue sob árvores durante tempestades e mantenha atenção a comunicados oficiais. Moradores de regiões costeiras também devem ficar atentos à ressaca e à elevação do nível do mar.
Especialistas reforçam que o acompanhamento das previsões meteorológicas é fundamental, já que a intensidade do ciclone pode variar conforme a evolução do sistema.
Fenômeno é comum nesta época do ano
Embora o termo “ciclone” cause apreensão, meteorologistas explicam que ciclones extratropicais são relativamente comuns no Sul do Brasil, especialmente durante períodos de transição de estações. Ainda assim, cada evento possui características próprias, o que justifica os alertas preventivos.
A expectativa é que o sistema perca força gradualmente após avançar pelo oceano, reduzindo os impactos nos dias seguintes.
Fonte: G1



