
Rondônia intensifica, durante o mês de janeiro, as ações de enfrentamento à hanseníase por meio da campanha Janeiro Roxo. A iniciativa nacional busca fortalecer o diagnóstico precoce, garantir tratamento oportuno e ampliar a conscientização da população sobre a doença.
Além disso, a campanha combate o estigma e a discriminação ainda associados à hanseníase. O objetivo central é orientar a população e reduzir o surgimento de sequelas evitáveis.
Vigilância em saúde atua de forma integrada
A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) coordena as ações em parceria com os municípios e com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O trabalho envolve capacitação de profissionais, supervisão técnica e apoio direto às equipes da Atenção Básica.
Ao mesmo tempo, as equipes fortalecem a vigilância de contatos, considerada essencial para interromper a transmissão da doença no estado.
Diagnóstico precoce evita sequelas
O governador Marcos Rocha destacou que o enfrentamento à hanseníase representa uma prioridade da saúde pública estadual. Segundo ele, o governo investe continuamente na ampliação do acesso aos serviços de saúde.
“Sabemos que o diagnóstico precoce evita sequelas e garante mais qualidade de vida à população. Por isso, fortalecemos a vigilância e a assistência em todo o estado”, afirmou.
Dados reforçam atenção permanente
Dados epidemiológicos mostram que a hanseníase ainda exige atenção constante em Rondônia. Em 2024, o estado registrou 343 novos casos, com taxa de detecção de 19,7 casos por 100 mil habitantes.
Esse índice classifica Rondônia como área de alto risco, conforme critérios do Ministério da Saúde. Além disso, a identificação de casos em menores de 15 anos indica transmissão ativa da doença.
Por esse motivo, as autoridades de saúde mantêm ações permanentes de prevenção, diagnóstico e acompanhamento.
Conscientização e cuidado contínuo
A campanha Janeiro Roxo também fortalece os Grupos de Autocuidado, que auxiliam na prevenção de incapacidades físicas e no enfrentamento do preconceito. Esses grupos estimulam a adesão ao tratamento e promovem o empoderamento dos pacientes.
Por fim, a Agevisa orienta a população a procurar uma unidade de saúde ao identificar manchas na pele com alteração de sensibilidade. O tratamento é gratuito, eficaz e disponível pelo SUS.
Fonte: Governo de Rondônia



