Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 após decreto do governo federal
Governo federal publica decreto que confirma o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 2026

O governo federal publicou nesta quarta-feira (24) o decreto que oficializa o reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621 em 2026. Com isso, o novo valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro e já impacta salários e benefícios pagos no início de fevereiro.

Além disso, o texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União. Dessa forma, o piso salarial sobe em relação ao valor atual, que é de R$ 1.518.

Reajuste garante aumento real acima da inflação

Com o novo decreto, o salário mínimo terá um aumento de R$ 103, o que representa uma alta próxima de 7%. Nesse sentido, o reajuste considera não apenas a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas também um ganho real.

Além disso, a política de valorização retomada pelo governo federal busca preservar o poder de compra do trabalhador. Ao mesmo tempo, porém, o modelo tenta manter equilíbrio nas contas públicas.

Na prática, a correção incorpora:

  • A inflação acumulada em 12 meses até novembro

  • O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB), limitado pelas regras do arcabouço fiscal

Assim, o salário mínimo passa a refletir tanto a inflação quanto o desempenho da economia.

Benefícios atrelados ao mínimo também sobem

Com a atualização do piso salarial, milhões de brasileiros serão diretamente impactados. Isso porque, além dos trabalhadores formais que recebem o salário mínimo, diversos benefícios seguem vinculados a esse valor.

Entre eles, estão:

  • Aposentadorias e pensões do INSS

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)

  • Seguro-desemprego

  • Abono salarial

Segundo dados oficiais, o salário mínimo serve como referência para cerca de 59,9 milhões de pessoas em todo o país. Portanto, qualquer reajuste no piso tem efeito amplo sobre a renda da população.

Impacto fiscal do aumento do salário mínimo

Por outro lado, o aumento do salário mínimo também gera reflexos diretos nas contas públicas. Isso ocorre porque benefícios previdenciários e assistenciais não podem ter valor inferior ao piso nacional.

De acordo com cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera uma despesa adicional de aproximadamente R$ 420 milhões por ano. Assim, o reajuste total de R$ 103 deve elevar as despesas obrigatórias em cerca de R$ 43,2 bilhões em 2026.

Consequentemente, o crescimento dessas despesas reduz o espaço para gastos discricionários, como investimentos e programas não obrigatórios.

Política de valorização volta ao centro do debate

Após um período em que o salário mínimo foi reajustado apenas pela inflação, sem ganho real, a atual política marca uma mudança de rumo. Nesse contexto, o governo voltou a adotar aumentos acima da inflação, ainda que dentro de limites fiscais.

Especialistas avaliam que, por um lado, a medida fortalece o poder de compra da população de baixa renda. Por outro, alertam que o equilíbrio fiscal continua sendo essencial para evitar impactos negativos sobre juros e dívida pública.

O que muda a partir de 2026

Com a publicação do decreto, algumas mudanças ficam claras. A partir de agora:

  • O salário mínimo passa a ser R$ 1.621

  • O novo valor vale a partir de 1º de janeiro de 2026

  • Os pagamentos reajustados começam a ser feitos em fevereiro

Dessa maneira, o reajuste consolida a política de valorização do salário mínimo como um dos principais eixos da estratégia econômica do governo para os próximos anos.

Fonte: G1