
O que é a “cocaína rosa”
Conhecida também como “2C-B”, a cocaína rosa é uma droga sintética com efeito alucinógeno e estimulante. Ela tem se popularizado em festas de alto padrão e eventos eletrônicos.
Apesar do nome, não possui relação direta com a cocaína tradicional, pois é composta por substâncias químicas diferentes, derivadas da feniletilamina — a mesma base do ecstasy e do LSD.
Além disso, a coloração rosa e a aparência refinada são estratégias que conferem uma imagem de exclusividade e status, o que tem atraído especialmente o público jovem. Assim, o que parece inofensivo se transforma em uma ameaça real à saúde.
Efeitos e riscos à saúde

Os efeitos da cocaína rosa surgem em poucos minutos. Entre eles estão aumento de energia, euforia, desinibição e alucinações visuais e auditivas.
No entanto, logo depois da euforia, aparecem reações adversas perigosas:
-
Aceleração cardíaca e hipertensão;
-
Ansiedade e crises de pânico;
-
Delírios e comportamento agressivo;
-
Risco de overdose e parada cardíaca.
Por consequência, especialistas alertam que o consumo, mesmo em pequenas doses, pode causar danos cerebrais irreversíveis.
Além disso, a mistura com álcool e outras substâncias potencializa os efeitos tóxicos, o que torna o uso ainda mais arriscado.
O falso glamour da droga
O apelo visual e o marketing ilegal em torno da cocaína rosa criam uma falsa sensação de luxo.
Entretanto, médicos e autoridades reforçam que não existe consumo seguro.
Em muitos casos, o produto vendido como “pink cocaine” contém misturas imprevisíveis de anfetaminas e anestésicos veterinários, o que aumenta o risco de intoxicação severa.
Por outro lado, o psiquiatra Dr. Carlos Pires, especialista em dependência química, destaca o impacto psicológico dessa droga:
“A cor e a estética da droga enganam. O usuário acredita estar em controle, mas a substância é altamente neurotóxica e pode causar danos permanentes no cérebro.”
Assim, a combinação de beleza, exclusividade e perigo cria um cenário de alerta para a saúde pública.
A expansão nas festas e apreensões no Brasil

Foto PeopleImages.com – Yuri A
Nos últimos anos, a Polícia Federal e as polícias civis de diversos estados registraram aumento expressivo nas apreensões da droga.
Essas remessas vêm principalmente da Europa e da Colômbia, chegando ao Brasil por rotas ligadas ao tráfico internacional.
Enquanto isso, o Departamento de Polícia Federal alertou, em relatórios recentes, que a substância vem sendo distribuída em eventos fechados e festas privadas, especialmente nas regiões Sudeste e Sul do país.
Além disso, as redes sociais têm sido utilizadas para promover o produto com promessas de experiências “sensorialmente intensas”, mascarando o real perigo que ele representa.
Alerta final: o glamour que esconde o perigo
A cocaína rosa representa, portanto, um novo desafio de saúde pública, unindo aparência sofisticada e alto poder destrutivo.
Apesar do tom de luxo que cerca seu consumo, trata-se de uma droga sintética perigosa, sem controle de composição e com efeitos potencialmente fatais.
Dessa forma, o combate ao seu uso depende de informação, prevenção e diálogo aberto.
A busca por prazer imediato não pode custar a vida.
Fonte: Olhar Digital



