
Pela primeira vez em mais de dois anos, o Hamas libertou todos os reféns israelenses vivos mantidos na Faixa de Gaza. A libertação faz parte do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, anunciado por Donald Trump, que declarou oficialmente o fim da guerra entre Israel e o grupo palestino. Assim, o Oriente Médio vive um momento de alívio e expectativa.
Acordo inclui troca de prisioneiros e libertação em massa
A entrega dos reféns ocorreu nesta segunda-feira (13) e marcou o início da primeira fase do acordo. Ao mesmo tempo, Israel começou a soltar 250 palestinos condenados, além de mais de 1,7 mil detidos sem acusação formal desde o início do conflito.
Enquanto isso, ônibus cruzaram a fronteira com Gaza sob aplausos e lágrimas de familiares que aguardavam o reencontro. A cena simbolizou uma rara demonstração de reconciliação em meio a anos de destruição.
Israel confirma o fim da lista de reféns vivos
O governo israelense confirmou que todos os 20 reféns ainda vivos voltaram ao país. Por outro lado, 26 morreram durante o cativeiro, e o paradeiro de dois israelenses continua incerto.
Entre os libertados estão Bar Abraham Kupershtein, Evyatar David, Yosef-Chaim Ohana e Matan Angrest, vítimas do ataque de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas sequestrou 251 pessoas no sul de Israel. Desde então, as famílias aguardavam notícias com angústia e esperança.
Trump celebra o cessar-fogo e fala em “nova era”
Durante o pronunciamento, Donald Trump afirmou que o Hamas se comprometeu a se desarmar e classificou o acordo como “o primeiro passo para uma paz duradoura”. Além disso, ele ressaltou que os Estados Unidos continuarão acompanhando o processo para garantir que o cessar-fogo seja respeitado.
O premiê Benjamin Netanyahu também enviou uma mensagem aos reféns libertos: “Bem-vindos de volta. Israel nunca abandona os seus.”
Com o apoio de aliados árabes e potências ocidentais, o pacto foi visto como um marco simbólico de recomeço.
Analistas veem início de um novo ciclo
De acordo com especialistas em política internacional, a libertação representa o renascimento das negociações de paz. Para eles, o acordo encerra um dos períodos mais sombrios da região e abre espaço para novos esforços diplomáticos.
Ainda assim, a reconstrução de Gaza e o cumprimento dos compromissos firmados permanecem desafios urgentes. Embora o cessar-fogo traga esperança, a paz definitiva exigirá diálogo contínuo e confiança mútua.
Fonte: CNN Brasil



