
Anúncio histórico do Hamas
O Hamas anunciou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel, enquanto o governo israelense ainda analisava o plano de paz apresentado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração partiu de Khalil Al-Hayya, um dos principais líderes e negociadores do grupo palestino.
Além disso, Al-Hayya afirmou que os Estados Unidos, a Turquia e mediadores árabes ofereceram garantias de um cessar-fogo permanente. Segundo ele, “recebemos garantias de nossos irmãos mediadores e do governo americano de que a guerra terminou por completo”.
Esforço conjunto pela paz
De acordo com o comunicado oficial, o Hamas continuará trabalhando com forças nacionais e islâmicas para concluir as etapas do acordo. Assim, o grupo busca assegurar o direito à autodeterminação do povo palestino e criar um Estado independente com Jerusalém como capital.
O movimento afirmou ainda que tratou o plano de paz com “grande responsabilidade”. O objetivo, portanto, é proteger os direitos da população, evitar novo derramamento de sangue e promover um caminho seguro para a paz.
Além disso, o plano de Gaza prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos e a entrada de ajuda humanitária no território sitiado. Essas ações, se concretizadas, podem marcar o início da reconstrução de Gaza.
Reação dos Estados Unidos
Logo após o anúncio, Donald Trump reuniu seu gabinete e declarou acreditar que o Oriente Médio caminha para uma “paz duradoura”. Para o ex-presidente americano, o acordo representa um marco diplomático inédito.
Contudo, a comunidade internacional ainda aguarda a confirmação oficial de Israel, o que determinará se o cessar-fogo será realmente implementado.
Próximos passos e desafios
Após meses de confrontos e milhares de mortes em Gaza, o anúncio do Hamas simboliza um avanço significativo em direção à trégua. Ainda assim, especialistas alertam que o êxito do acordo depende da resposta de Israel e da continuidade das garantias oferecidas por mediadores estrangeiros.
Por fim, enquanto a decisão israelense não é confirmada, a região permanece em alerta, embora muitos vejam nesse gesto a primeira esperança concreta de paz após anos de conflito.
Fonte: Gazeta do Povo



