
Acordo internacional fortalece a agricultura familiar
A China confirmou um investimento de R$ 100 milhões para instalar uma fábrica de tratores para o MST no município de Maricá (RJ). O projeto envolve a estatal Sinomach Digital Technology Corporation, a empresa brasileira OZ.Earth, a Prefeitura de Maricá e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Esse acordo foi assinado em Brasília e representa uma estratégia ampla. Além da produção de tratores, a parceria também inclui transferência de tecnologia, capacitação técnica e soluções sustentáveis, como bioinsumos e energia renovável. Portanto, não se trata apenas de industrialização, mas de transformação social no campo através da fábrica de tratores.
Maricá será polo agroindustrial
A nova fábrica ficará entre Ponta Negra e Espraiado, em Maricá. A estrutura deve produzir 2 mil tratores por ano, com modelos de 25 e 50 cavalos de potência, voltados às pequenas propriedades. A presença da fábrica de tratores para o MST pode impulsionar a economia local.
Segundo o prefeito Washington Quaquá (PT), a iniciativa deve gerar entre 200 e 250 empregos diretos. Além disso, o projeto criará centenas de vagas indiretas, o que reduzirá a dependência econômica dos royalties do petróleo na região.
Projeto une tecnologia, inclusão e meio ambiente
A fábrica será equipada com sistemas de gestão agrícola digital, acessíveis a pequenos produtores. Dessa forma, agricultores terão acesso a ferramentas modernas de planejamento e produtividade proporcionadas pela nova fábrica de tratores.
Conforme afirmou Kelli Mafort, da Secretaria-Geral da Presidência, o projeto tem caráter estratégico:
“Em tempos de mudanças climáticas e crise ambiental, é essencial garantir acesso à tecnologia adequada à realidade dos agricultores familiares.”
Antes da formalização, técnicos testaram tratores e colheitadeiras chinesas na Fazenda Água Limpa (UnB) e em assentamentos. Os testes comprovaram boa adaptação ao solo brasileiro, o que reforçou a viabilidade do investimento.
MST provoca debates, mas estrutura impressiona
Embora o projeto seja promissor, ele reacendeu debates. Críticos associam o MST a invasões de terras e insegurança jurídica. No entanto, especialistas destacam a capacidade logística do movimento, que já atua com produção agroecológica em várias regiões do país.
Além disso, a rede nacional do MST pode facilitar a distribuição dos tratores e a formação de operadores locais, o que deve acelerar os resultados com a fábrica de tratores para o MST.
Brasil e China ampliam cooperação estratégica
A parceria também reflete a consolidação da aliança Brasil-China no setor agrícola. Desde 2022, os dois países vêm assinando acordos. Um dos mais relevantes foi com o Consórcio Nordeste, envolvendo universidades chinesas.
Agora, a instalação da fábrica materializa esse avanço. Como resultado, pequenos produtores brasileiros terão acesso a maquinário moderno com menor custo. Além disso, o projeto reforça a soberania alimentar e a economia local através da fábrica de tratores para o MST.
Benefícios diretos da fábrica de tratores:
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Geração de empregos e renda em Maricá
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Ampliação da mecanização em áreas de reforma agrária
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Fortalecimento da agricultura sem agrotóxicos
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Cooperação tecnológica internacional
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Redução da pobreza rural com base na produção sustentável
Fonte: Compre Rural



