
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20/8) o novo Código Eleitoral com a inclusão do voto impresso. O texto recebeu 20 votos favoráveis e seis contrários após meses de embates na comissão. Agora, o projeto, com o voto impresso aprovado, seguirá para análise no plenário do Senado e, depois, na Câmara dos Deputados, antes de chegar à sanção presidencial.

Principais pontos aprovados
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Voto impresso: urnas eletrônicas deverão emitir comprovantes que o eleitor conferirá antes de depositar em local lacrado.
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Fake news: quem divulgar informações falsas sobre candidatos ou partidos poderá receber até um ano de prisão e multa. A punição aumenta quando há uso de redes sociais.
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Quarentena: juízes, procuradores e militares precisarão deixar os cargos um ano antes da eleição se quiserem disputar.
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Cotas femininas: pelo menos 20% das cadeiras em câmaras e assembleias ficarão reservadas a mulheres. Além disso, os partidos deverão garantir 30% de candidaturas e do fundo eleitoral para elas.
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Autofinanciamento: cada candidato poderá bancar 100% da própria campanha. Antes, o limite era 20%.
Disputa política no Senado
O voto impresso gerou o maior embate. O relator Marcelo Castro (MDB-PI) não incluiu o dispositivo em seu parecer, mas a oposição apresentou destaque e conseguiu aprová-lo por 14 votos a 12. A aprovação do voto impresso foi destacada pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), que defendeu urgência na tramitação para que as novas regras valham já em 2026.
Além disso, senadores travaram longos debates sobre as punições contra fake news, as cotas para mulheres e a quarentena de agentes públicos. Essas discussões demonstraram a divisão no colegiado, mas não impediram a aprovação do texto-base.
Próximos passos
O projeto seguirá para o plenário do Senado. Se aprovado, avançará para a Câmara dos Deputados e, por fim, para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste contexto de voto impresso aprovado, o prazo limite para implementação é 4 de outubro, o que pressiona o Congresso a acelerar as votações.
Fonte: Metrópoles



