As tarifas de Trump começaram a valer nesta quarta (6) e afetam 36% das exportações do Brasil; carne e café estão entre os itens taxados.
Tarifas de Trump entram em vigor e atingem exportações
As tarifas de Trump começaram a valer à 1h01 desta quarta-feira (6), afetando diretamente 36% dos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump no fim de julho, impõe uma alíquota de 50% sobre produtos estratégicos para a balança comercial brasileira, como carne bovina, café não torrado e máquinas agrícolas.
Com a decisão, o governo brasileiro já sinaliza preocupação com os impactos econômicos, sobretudo para pequenos e médios exportadores, que enfrentam maiores dificuldades para diversificar mercados.
O que foi taxado e o que ficou isento

Entre os produtos atingidos, estão:
-
Carne bovina
-
Peixes
-
Café não torrado
-
Mel orgânico
-
Máquinas agrícolas
Esses itens têm peso significativo na relação comercial. Por exemplo, o café torrado representa 4,4% das exportações brasileiras para os EUA, enquanto a carne bovina responde por 2,2%.
Por outro lado, alguns produtos estratégicos foram poupados da taxação. Estão isentos:
-
Minério de ferro
-
Óleo de petróleo e gás natural
-
Suco de laranja congelado
-
Energia elétrica
-
Aeronaves e helicópteros civis
-
Fertilizantes e derivados de mineração
Além disso, a lista inclui peças de aviões, polpas celulósicas e até ventiladores industriais.
Efeitos econômicos e reação do governo
De acordo com o Ministério da Fazenda, a decisão dos EUA poderá prejudicar principalmente os exportadores de menor porte, que dependem do mercado americano para manterem suas receitas. Por isso, o governo brasileiro anunciou que prepara um pacote de apoio emergencial, com linhas de crédito específicas e estímulo a compras públicas.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirmou que o país “não pode aceitar passivamente o impacto de um tarifaço dessa magnitude”.
Implicações geopolíticas e próximos passos
O movimento de Trump ocorre num momento em que os Estados Unidos intensificam medidas protecionistas. A estratégia busca, ao mesmo tempo, valorizar a produção interna e pressionar parceiros comerciais. Como resultado, especialistas acreditam que o Brasil poderá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar formalmente as tarifas.
Além disso, há expectativa de que ações diplomáticas bilaterais sejam intensificadas nas próximas semanas, com foco em reduzir as tensões e evitar perdas mais severas.
Fonte: SBT News




