
A queda no preço do café começou a se consolidar após 16 meses de alta. Em julho, os grãos ficaram até 20% mais baratos, com impacto direto nos supermercados e alívio para o consumidor.
Após alta recorde, café começa a ficar mais barato
Depois de 16 meses consecutivos de aumento, o preço do café finalmente começou a cair. Em julho, o valor do grão recuou quase 20%, segundo dados do setor. Por isso, a notícia foi recebida com entusiasmo pelos consumidores e gera expectativas positivas para o restante do ano. Essa queda no preço do café traz alívio para muitos.
Colheita intensa pressiona os preços para baixo
Desde março, o Brasil iniciou uma nova safra de café. Agora, com o pico da colheita entre junho e julho, a oferta no mercado cresceu consideravelmente. Consequentemente, os preços começaram a recuar, sendo um fator principal na queda do café.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o café em pó teve uma redução de 0,18% entre 16 de junho e 15 de julho. Embora o número pareça modesto, representa a primeira queda real desde o início de 2023 — e um indicativo claro de mudança na curva dos preços.
Café arábica e robusta lideram o recuo
Os dois principais tipos de grão também apresentaram redução. O arábica ficou cerca de 14% mais barato. Já o robusta teve uma queda ainda maior: 18,4%, sendo a mais expressiva do ano. Dessa forma, produtos como o café tradicional e o extraforte já estão com preços mais baixos nas gôndolas.

Além disso, o consumidor nota esse impacto de forma imediata, especialmente nas compras do mês.
Consumo interno deve crescer no inverno
Com a chegada do inverno, o consumo de café tende a aumentar. A Associação Brasileira da Indústria do Café projeta que o mercado interno se fortalecerá nos próximos meses. Assim, a redução dos preços pode gerar ainda mais demanda. O preço do café em queda é benéfico e pode estimular o consumo.
Ao mesmo tempo, o cenário favorece as indústrias que operam com cafés mais populares, abrindo espaço para promoções e crescimento das vendas.
Tarifa dos EUA preocupa exportações
Apesar do cenário positivo no Brasil, o mercado externo traz desafios. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o café. Por isso, exportadores estão atentos aos desdobramentos.

Os EUA compram 16% do café exportado pelo Brasil, sendo nosso maior cliente. No entanto, outras nações como China, Índia, Indonésia e Austrália surgem como alternativas para minimizar os impactos.
Expectativas para os próximos meses
Embora o café ainda custe cerca de 86,5% mais do que há um ano, a atual redução já representa um alívio.
Caso a colheita continue em bom ritmo e o consumo interno se mantenha elevado, a tendência é de novos recuos nos preços, antecipando uma queda importante no preço do café.
Para o consumidor, isso significa mais tranquilidade na hora de garantir o cafezinho de todo dia — sem pesar no bolso.
Fonte: Só Notícia Boa



