À medida que o sucesso do morango do amor se espalhava pelas redes sociais, ele rapidamente conquistou o Espírito Santo. Por isso, muitas docerias não apenas dobraram a produção, como também optaram por fechar temporariamente as portas. Dessa forma, conseguiram atender à crescente demanda pelo bombom que viralizou em todo o estado.
Docerias fecham as portas para atender à produção
O morango do amor virou sensação no Espírito Santo. Inspirado na maçã do amor, o doce artesanal combina morango fresco, brigadeiro e uma casquinha crocante. Com o sucesso nas redes sociais, confeitarias de Vila Velha e da Serra passaram a fechar as portas temporariamente para focar apenas na produção.

Millena Moreira, confeiteira de Vila Velha, relatou que sua produção saltou de 400 para 800 unidades diárias nas últimas duas semanas. “Nem abri a loja para focar na produção. Está parecendo uma segunda Páscoa, até mais!”, afirmou.
Alta demanda surpreende e gera filas
A confeiteira Roberta Carolina Soares, do bairro São Diogo 2, também enfrentou um cenário inusitado. Segundo ela, houve dias em que clientes se sentaram e até se deitaram na calçada para garantir o bombom. “Hoje tinha gente olhando pela porta abaixada para ver se eu ia abrir, com medo de perder o horário”, contou.
Como resultado da procura intensa, Roberta suspendeu o atendimento por mensagens e o delivery. Cada unidade do doce é vendida por R$ 12.
Redes sociais impulsionam o sucesso do doce
Embora o doce já existisse há pelo menos cinco anos, foi a força da internet que reacendeu o interesse popular. Afinal, vídeos mostrando a mordida no doce e o som da casquinha quebrando viralizaram rapidamente. “É um doce muito bonito. A crocância e os vídeos fizeram a diferença”, avaliou Millena.
Além disso, a estética visual e o apelo sonoro dos vídeos contribuíram para o desejo dos consumidores. Dessa forma, o bombom conquistou espaço em diversas docerias do estado.
Novos sabores e inovação na confeitaria capixaba
Aproveitando a tendência, Millena lançou versões com brigadeiro de ninho, pistache e maracujá, vendidas a R$ 16. Além disso, começou a gravar aulas ensinando a preparar o bombom para suas alunas. A produção exige morangos grandes e de qualidade, o que aumentou a pressão sobre os fornecedores.
Mesmo com a correria, ela pretende manter o doce no cardápio. “Enquanto o público quiser, vou continuar fazendo. Tomara que ele fique no cardápio pelo menos em alguns dias da semana”, concluiu.
Fonte: G1




