
Nesta terça-feira, a Terra acelerará rotação e girará mais rápido do que o habitual, encurtando o dia em 1,34 milissegundos. Por isso, cientistas já cogitam ajustes no tempo oficial, o que pode surpreender a comunidade científica global.
Terra vai girar mais rápido em 22 de julho: entenda o fenômeno

A Terra vai completar sua segunda rotação mais curta de 2025 nesta terça-feira, 22 de julho. Segundo especialistas, o planeta executará uma volta completa em 1,34 milissegundos a menos que o tempo convencional de 24 horas. Esse fenômeno, embora imperceptível ao cotidiano, pode gerar impactos no longo prazo. Há uma curiosidade crescente sobre como a Terra acelera rotação inesperadamente.
De acordo com cientistas, o evento já foi observado anteriormente. O dia mais curto até agora neste ano ocorreu em 10 de julho, com duração 1,36 milissegundos mais curta. A expectativa é de que outros dias curtos, como 5 de agosto, também se destaquem na medição global enquanto a Terra acelera rotação.

Segundo bissexto negativo pode ser necessário
Se essa tendência de aceleração da rotação continuar, especialistas alertam que, em alguns anos, pode ser preciso aplicar um “segundo bissexto negativo”. Esse ajuste consiste em subtrair um segundo dos relógios atômicos — o oposto do que normalmente ocorre nos anos bissextos tradicionais.
O fenômeno ainda intriga os cientistas. Modelos atmosféricos e oceânicos não explicam com precisão essa mudança. Para Leonid Zotov, pesquisador da Universidade Estatal de Moscou, o motivo mais provável está relacionado a processos internos do planeta. Apesar disso, ele acredita que a rotação voltará ao ritmo habitual futuramente, após a fase em que a Terra acelera rotação.
A história do tempo: dias eram mais curtos no passado
Estudos indicam que, há bilhões de anos, a Terra levava cerca de 19 horas para girar sobre seu próprio eixo. O aumento gradual do tempo de rotação está relacionado principalmente à ação das marés provocadas pela Lua, que consomem parte da energia rotacional do planeta. Talvez a aceleração atual seja parte de um ciclo longo.
Com a crescente precisão dos relógios atômicos, essas variações mínimas tornam-se relevantes. Monitorar esse tipo de evento é fundamental para a sincronização de sistemas globais, como redes de satélites, telecomunicações e até o GPS.
Fonte: Olhar Digital



