
A OMS aponta que o isolamento social está ligado a 871 mil mortes anuais, equiparando os danos à saúde ao tabagismo e sedentarismo. A solidão se tornou uma das principais ameaças à saúde pública global.
A solidão virou problema de saúde global
A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou um dado alarmante: o isolamento social causa cerca de 871 mil mortes por ano no mundo. Com isso, a solidão passou a ser tratada como uma questão de saúde pública em escala global.
Segundo a OMS, a falta de conexões sociais está ligada a doenças cardiovasculares, depressão, demência e mortalidade precoce. Além disso, os efeitos negativos são comparáveis ao consumo de 15 cigarros por dia ou à inatividade física crônica, o que explica por que isolamento social causa 871 mil mortes anuais.
Danos do isolamento são comparáveis ao tabagismo
De acordo com o relatório, a ausência de laços sociais aumenta em 29% o risco de doenças cardíacas e em 32% o risco de derrames. Por isso, a organização classifica a solidão como um fator de risco grave, equiparado ao tabagismo e à obesidade.
Ainda segundo o estudo, pessoas isoladas também enfrentam maiores chances de desenvolver quadros de ansiedade, insônia e transtornos alimentares. Isso ocorre porque o isolamento afeta tanto o corpo quanto a mente, sendo responsável por mais de 871 mil mortes.
A diretora da comissão da OMS, Vivek Murthy, afirma que o problema atinge todas as faixas etárias. Por essa razão, ela defende uma ação coordenada entre governos, instituições e sociedade civil. “Investir em conexões humanas é essencial para a saúde e o bem-estar”, declarou.
Brasil também sofre com os efeitos da solidão
O cenário brasileiro segue a mesma tendência. Conforme apontam estudos da Fiocruz e do IBGE, o isolamento aumentou consideravelmente após a pandemia, atingindo de forma crítica tanto idosos quanto jovens.

Entre os mais velhos, a solidão tem sido associada à piora da saúde física, ao avanço de doenças crônicas e ao agravamento da depressão. Por outro lado, entre os mais jovens, o uso excessivo de redes sociais substitui o contato humano real. Isso, consequentemente, afeta o equilíbrio emocional e o desenvolvimento afetivo, podendo inclusive causar 871 mil mortes devido ao isolamento social.

Além disso, de acordo com especialistas, há um crescimento preocupante nos casos de ansiedade, insônia, automutilação e ideação suicida — especialmente entre adolescentes.
📌 Leia também: Estudo liga depressão à saúde bucal e diversidade microbiana.
Portanto, os dados brasileiros reforçam o alerta global da OMS. A solidão, seja qual for a faixa etária, demanda respostas urgentes das políticas públicas de saúde mental e inclusão social.
OMS cria comissão para enfrentar o isolamento
Com o objetivo de reverter essa crise, a OMS anunciou a criação da Comissão sobre Conexão Social, com representantes de mais de 20 países. A iniciativa visa desenvolver políticas públicas e estratégias que valorizem o convívio humano e a inclusão social em resposta ao fato de que isolamento social causa muitas mortes.
Segundo o comunicado oficial, é urgente investir em ações que promovam o pertencimento, como centros comunitários, redes de apoio e programas intergeracionais. Tais medidas podem reduzir os impactos da solidão sobre a saúde pública e também sobre a economia global.
A urgência de reconectar a sociedade
A solidão deixou de ser apenas um sentimento pessoal. Hoje, ela representa um problema coletivo, com consequências graves. Por esse motivo, o alerta da OMS deve ser levado a sério por governos, instituições e famílias.
Somente com ações integradas será possível reconstruir os vínculos sociais e reduzir as mortes provocadas pela exclusão. A reconexão social não é apenas desejável — é uma questão de sobrevivência, haja vista que 871 mil mortes são causadas pelo isolamento.
Fonte: SBT News



