
Vladimir Putin decidiu não comparecer à cúpula do BRICS no Brasil em 2025 para evitar possível prisão, devido ao mandado do Tribunal Penal Internacional.
Putin decide não vir ao Brasil para evitar prisão durante o BRICS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, decidiu não participar presencialmente da cúpula do BRICS marcada para novembro de 2025, em Brasília. Ele cancela sua participação no evento, como confirmado em 25 de junho por Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin. Segundo ele, o risco de prisão motivou a escolha, levando Putin a cancelar sua participação no BRICS.

Putin figura como alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI). A ordem envolve acusações de crimes de guerra relacionados à deportação de crianças ucranianas. Por essa razão, a ida ao Brasil — país que integra o TPI — colocaria o mandatário sob risco legal, e por isso Putin cancela sua participação no BRICS.

Brasil não pode garantir imunidade
Embora o Brasil adote postura diplomática com a Rússia, o governo federal não pode ignorar o tratado internacional que rege o TPI. Como signatário do Estatuto de Roma, o país tem obrigação legal de cumprir mandados da corte.
Nos bastidores, autoridades brasileiras reconheceram a delicadeza da situação. Mesmo que o Executivo desejasse preservar relações com Moscou, não haveria base jurídica para evitar a detenção, caso Putin pisasse em solo nacional.
Cúpula do BRICS enfrenta desafios
A ausência de Putin cria obstáculos para o encontro:
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Enfraquece o prestígio político do BRICS, especialmente em um momento de tensões globais.
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Expõe o isolamento internacional da Rússia, aprofundado após a guerra na Ucrânia.
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Coloca o Brasil em posição delicada, entre a lealdade às instituições globais e os interesses estratégicos bilaterais.
Além disso, a confirmação da ausência do presidente russo pode influenciar a decisão de outros líderes sobre cancelar sua participação no BRICS.
Xi Jinping também pode faltar
Autoridades diplomáticas chinesas sinalizaram que o presidente Xi Jinping avalia a possibilidade de não comparecer à cúpula. Caso ele e Putin permaneçam ausentes, apenas três dos cinco líderes do BRICS estarão presentes — o que pode esvaziar o impacto político do evento.

Mesmo assim, o Brasil mantém o compromisso de sediar o encontro. O Itamaraty declarou que “a preparação segue conforme o cronograma oficial, com apoio dos demais países-membros”.
Participação virtual é possível
Putin deve acompanhar as sessões por videoconferência, como fez anteriormente. Esse formato permite manter o diálogo aberto entre os países, ainda que as ausências físicas enfraqueçam o simbolismo da cúpula. Por fim, a opção virtual pode ser uma forma de Putin cancelar participação presencial no BRICS sem deixar de interagir com os países.
O governo brasileiro acredita que, mesmo com os desafios, o evento servirá como plataforma para debater uma nova ordem internacional — mais inclusiva e multipolar.
Fonte: Reuters



