
Poluição luminosa ameaça visibilidade das estrelas e equilíbrio ambiental
Um alerta vindo do céu escuro
O astrofotógrafo Aaron Cherrie documentou o céu estrelado do Parque de Céu Escuro de West Penwith, uma das poucas regiões livres dos efeitos da poluição luminosa no Reino Unido. Suas imagens revelam o contraste entre áreas preservadas e locais tomados pela iluminação artificial em excesso.
“Há um século, todos podiam ver a Via Láctea de qualquer lugar. Hoje, isso se tornou raro”, afirma Cherrie em reportagem à CNN. Suas fotos mostram o impacto da poluição luminosa na nossa conexão com o universo.
O que está apagando o céu noturno
O excesso de iluminação urbana projeta luz diretamente para o céu, criando neblinas artificiais que bloqueiam as estrelas. Esse excesso:
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Impede que milhões vejam a Via Láctea
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Afeta a saúde humana, desregulando os ciclos de sono
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Prejudica a fauna noturna, como insetos e aves
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Contribui para o desperdício de energia elétrica
Estudos mostram que esse tipo de contaminação luminosa afeta desde ecossistemas inteiros até a agricultura e os ambientes naturais remotos. A poluição luminosa é um desafio crescente também para a astronomia profissional.
Soluções para recuperar os céus escuros
A iniciativa Dark Sky Movement propõe:
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Instalar lâmpadas de baixa temperatura (como LED âmbar)
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Usar refletores com corte total para evitar o vazamento de luz
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Adotar sensores de presença e timers automáticos
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Criar leis urbanas que regulem a iluminação pública
Essas medidas contribuem para minimizar a poluição luminosa sem comprometer a segurança e o conforto nas cidades.
O movimento internacional em defesa dos céus escuros
Campanhas globais, como as da International Dark‑Sky Association, promovem ações contra a iluminação artificial em excesso e buscam reduzir a poluição luminosa em áreas urbanas e rurais. Também incentivam o turismo astronômico e pressionam governos por leis ambientais mais eficazes.
Astrofotografia revela efeitos da poluição luminosa

As fotografias de Cherrie comprovam — através de imagens impactantes — os efeitos da poluição luminosa: céu sem estrelas, perda de contraste e a perda de conexão humana com o universo. Ele ressalta que, com mais consciência, é possível pressionar por mudanças em leis e práticas urbanas.
“O céu noturno é um patrimônio de todos nós. E está desaparecendo”, alerta o fotógrafo.
Conclusão: preservar o céu é enfrentar a poluição luminosa
A poluição luminosa é uma ameaça crescente, silenciosa e invisível aos olhos de muitos — mas com efeitos profundamente visíveis no céu, na natureza e na vida humana. Ao obscurecer o firmamento, ela apaga não apenas as estrelas, mas também uma parte essencial da nossa conexão com o universo.
Preservar os céus escuros vai muito além da estética ou da astrofotografia. É um compromisso com a saúde pública, com a sustentabilidade ambiental e com o direito das futuras gerações de verem o mesmo céu estrelado que encantou nossos antepassados.
Medidas simples, como o uso responsável da iluminação artificial, podem reverter esse cenário. Iniciativas como o movimento internacional Dark Sky, legislações locais e campanhas de conscientização são caminhos possíveis — e necessários.
Reacender o céu é possível. Mas é preciso agir agora, antes que a noite perca sua escuridão para sempre.












