O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira (9), às 14h, os interrogatórios dos réus do núcleo 1 da trama golpista ligada ao governo de Jair Bolsonaro. A sessão acontece na sala da Primeira Turma e será transmitida ao vivo pela TV Justiça.
Entre os dias 9 e 13 de junho, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, interrogará presencialmente oito acusados que fazem parte do grupo central investigado por tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, após as eleições de 2022.
📅 Ordem dos depoimentos no STF
O primeiro a depor será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no caso. A partir de terça-feira (10), os interrogatórios terão início às 9h e seguirão ordem alfabética. Veja a sequência:
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Mauro Cid
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Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin
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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
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Augusto Heleno, ex-ministro do GSI
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Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
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Walter Braga Netto (por videoconferência)
⚖️ Crimes atribuídos aos réus
Os acusados enfrentam denúncias por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Além disso, se condenados, os réus poderão cumprir penas superiores a 30 anos de prisão. As acusações constam nas ações penais que tramitam sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
🗣️ Quem poderá participar dos interrogatórios?
Durante as oitivas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá a oportunidade de formular perguntas. Da mesma forma, as defesas dos acusados também poderão intervir.
Nesse sentido, os depoimentos ocorrerão com ampla garantia legal. A Constituição assegura aos réus o direito de não responder a perguntas que possam gerar autoincriminação.
🔚 Etapa final do processo
Por fim, é importante destacar que o interrogatório é uma das últimas etapas da ação penal. O julgamento definitivo, que vai decidir sobre a condenação ou absolvição de Bolsonaro e aliados, está previsto para o segundo semestre de 2025.




