Porto Alegre vai criar abrigo exclusivo para crianças e mulheres após denúncias de abusos sexuais

O Ministério das Mulheres informou que recebeu relatos de crimes sexuais em locais de acolhimento e pediu investigação dos casos.

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A prefeitura de Porto Alegre anunciou, nesta quinta-feira (9), que vai construir um abrigo emergencial exclusivamente para crianças e mulheres atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, visando protegê-las de abusos nestes espaços. As informações são do SBT News.

Ontem, o Ministério das Mulheres informou que recebeu relatos de crimes sexuais nos locais de acolhimento e pediu investigação dos casos. Pelo menos quatro homens foram presos, na região metropolitana da capital gaúcha, em meio a crise vivida pelas chuvas que assolam o estado.

Segundo a prefeitura, a instalação desse novo local conta com apoio de entidades do Poder Judiciário. Ele deve ficar pronto neste fim de semana. Além disso, a gestão municipal afirmou que foram contratados serviços de vigilância privada para outros abrigos.

Das 140 estruturas de urgência que acolhem mais de 13 mil pessoas, pelo menos 127 passaram a contar com segurança particular das 19h às 7h, desde a noite de quinta.

“Estamos trabalhando para esse serviço aumente para 24h, pois entendemos que as pessoas precisam se sentir seguras neste momento de fragilidade”, destacou Leticia Batistella, presidente da Companhia de Processamento de Dados do Município (Procempa).

Disque 100

Pelo menos 50 denúncias já foram registradas pelo Disque 100 até a manhã de ontem, envolvendo pessoas em situação de privação de liberdade, desaparecidos, famílias atingidas e violência contra a população idosa.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania disponibilizou novos canais para receber denúncias de violações de direitos humanos e informações de vítimas da crise climática.

Após discar 100, a população pode acionar a opção 0 (zero), sobre desaparecidos em razão das chuvas e enchentes no estado.

Ao teclar a terceira opção, digitando 3, a população consegue solicitar resgate imediato ou apresentar informações para o socorro de pessoas conhecidas. Na quarta opção, é possível pedir ajuda aos municípios atingidos. Por fim, ao digitar a tecla 5, há como se voluntariar para trabalhar na região ou oferecer doações.

Tragédia no RS

Até o momento, a Defesa Civil contabiliza 113 mortos devido às enchentes, além de 69.617 desabrigados e 337.116 desalojados. Porto Alegre continua cercada por água.

A única forma de entrar e sair da capital é pela zona leste, na RS-040, que leva ao Litoral Norte. Todos os demais pontos estão fechados, assim como o Aeroporto Internacional Salgado Filho, que suspendeu as atividades por tempo indeterminado.